Tudo tem história

Significado: Vingar-se de alguém causando-lhe o mesmo prejuízo ou dano que ele causou; retaliação. Origem: Expressão originada da "lei de talião" (do latim "talis": tal, idêntico) princípio jurídico segundo o qual a pena deve ser igual ao crime, isto é, paratal crime, tal pena. Esse princípio inspirou o Código de Hamurabi, de 1750 a.C., o mais antigo código de lei escrito da história da humanidade. Influenciou, também, o código de lei dos hebreus e as penas estabelecidas na Torá e no livro bíblico Deuteronônimo. A lei de talião ainda é utilizado em muitos países do Oriente.

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Significado: Pessoa sem bens, sem posses, em estado de extrema pobreza, o mesmo que "sem cama, nem esteira" e "sem ter onde cair morto". Origem: Expressão de origem portuguesa que se refere à arquitetura das antigas casas de aldeia. Eira (do latim, "area) era um espaço de terra batida, lajeada ou cimentada, próximo às casas onde se limpavam e secavam os cereais e legumes. Beira refere-se à extensão do telhado que serve para proteger da chuva. Quem possuísse uma eira e beira era dono de terra e de casa. Ao contrário, é um sem-terra e sem-casa.

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Do inglês, "okay", afirmativo, está tudo bem. Seu gesto é feito com a mão unindo as pontas do polegar e do indicador em um círculo, mantendo os outros dedos retos ou relaxados no ar. Origem: A origem da palavra é muito discutida. Ela pode ter derivado da palavra "okeh" que na língua dos índios Chotaw significa "sim". Outros dizem ser uma abreviação de "OrlKorrect", uma deformação de "AllCorrect" dita pelo presidente Andrew Jackson (1829-1837) segundo seus adversários que o ridicularizavam por ser pessoas de pouca instrução. Estudiosos afirmam que a palavra se originou nos quartéis durante a Guerra da Secessão (1861-1865), nos EUA, como abreviação de "0 Killed" (nenhum morto), para assinalar que não havia ocorrido nenhuma baixa naquele dia. Seja como for, hoje a palavra é conhecida em todo mundo até mesmo por pessoas que não falam inglês.

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Significado: Erro estúpido e inadmissível para a posição ou cargo que a pessoa ocupa ou representa. Origem: Na República Roma, em 59 a.C., o poder estava dividido entre Caio Júlio, Pompeu e Crasso. Os dois primeiros eram notáveis chefes militares famosos pelas conquistas, enquanto Crasso era mais conhecido por sua riqueza do que talento militar. Decidico a alcançar a fama dos colegas, Crasso abriu guerra contra os Partos, povo persa cujo império estendia-se pelo Oriente Médio. À frente de 50 mil legionários, deixou de lado as táticas militares romanas e deu ordens de atacar. Para chegar logo ao inimigo, cortou caminho por uma vale estreito e de pouca visibilidade. Os partos ocuparam as saídas do vale e as legiões romanas foram dizimadas incluindo Crasso.

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Significado: Período de celebração privada do casal logo após o casamento e que dura em torno de um mês (o ciclo lunar). Origem: A tradição da lua de mel vem da Antiguidade. Na Babilônia, o pai da noiva oferecia ao genro uma mistura de água e mel (hidromel) para ser consumido logo após o casamento e durante um ciclo lunar. Entre os povos germânicos, havia um costume semelhante, quando os noivos casavam-se na lua nova e levavam hidromel para beber ao luar. Em Roma Antiga, o povo espalhava gotas de mel na soleira da casa dos recém-casados. Na Irlanda medieval, dava-se uma bebida fermentada aos jovens recém-casados, chamada de "mead", composta por levedo, malte, mel, água e outros ingredientes que eles deveriam beber durante uma lua.

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Significado: O branco é a cor da pureza no sentido de que nada foi realizado ainda, que permanece intocado; daí ter sido associado à pureza virginal da noiva. Origem: O vestido brancode noiva é recente na História. Em Roma Antiga a noiva podeia usar um véu vermelho escuro sobre uma túnica amarela. Na Europa medieval, eram comum a noiva se casar com vestido vermelho, dourado ou verde. Na Renascença e no Barroco, o preto predominou em vestidos pesados, luxuosos e fechados até o pescoço. Foi então que duas rainhas causaram encândallo por escolherem o branco para se casarem: Mary Stuartm da Escócia, em 1565, e Maria de Médici, da França, em 1600. Mas, segundo a tradição romântica, foi o magnífico vestido de noiva da rainha Vitória, da Inglaterra, em 1840, que impós o costume do vestido branco e do véu e grinalda com flores na cabeça.

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Significado: Avarento, sovina, pessoa muito apegada aos bens materiais e que não dá nada pra ninguém. Origem: Havia na cidade do Rio de Janeiro, nas primeiras décadas do século XX, um mendigo conhecido pelo nome de Pão Duro, porque sempre pedia qualquer coisa, nem que fosse um pedaço de pão duro. Quando morreu, descobriu-se que tinha acumulado um patrimônio em imóveis e depósitos nos bancos. A história do mendingo rico inspirou Amaral Gurgel a escrever a comédia teatral "Pão-Duro", encenada por Procópio Ferreira em 1942.

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Significado: Indivíduo dissimulado que finge ter bom caráter, hipócrita, fingimento de pudor. Origem: Expressão originada da exploração de ouro nas Minas Gerais, no período colonial. As esculturas de santos católicos foram, muitas vezes, usadas pelos contravandistas para esconder em seu interior ouro e pedras preciosas e com isso circularem pela colônia ou enviadas para Portugal sem pagar as taxas devidas.

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Significado: Sentido de circulação pela qual os veículos devem ser conduzidos nas ruas e rodovias. Origem: O termo surgiu muito antes da invenção do automóvel. Em 1847, para regulamentar a movimentação de carruagens, carroças, etc, nas ruas da cidade do Rio de Janeiro, o governo expediu um edital estabelecendo direções únicas nas vias mais movimentadas. Foi afixado, em cada esquina, uma placa de metal com o desenho de uma mão tendo o dedo indicador estendido, apontando a direção do trânsito. Tempos depois, as placas passaram a mostrar setas, mas as expressões "mão" e "contramão" já estavam consagradas pelo uso popular.

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Significado: Nemo de uma corrida, na distância oficial de 42,195 km, normalmente realizada em ruas e estradas. Origem: Essa modalidade esportiva é uma alusão à uma antiga lenda grega sobre a Batalha de Maratona, ocorrida em 490 a.C., onde se defrontaram Atenas e o Império Persa. Conta-se que o soldado ateniense Fidipides, teria corrido os 42 km de Maratona até Atenas para anunciar aos cidadãos a vitória dos exércitos atenienses. Após ter anunciado a vitória , caiu morto de exautão. Devido ao seu enorme esforço, Atenas teve tempo de se organizar, fechar a cidade e passar ilesa ao ataque persa.

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Significado: Expressão de xingamento referente a um lugar remoto e ruim. Origem: O Brasil nos tempos coloniais era visto pelos portugueses como uma terra "infernal" para onde se mandavam os desterrados, os criminosos e os loucos. Com a descoberta do ouro, foi instituída a cobrança do "quinto", cerca de 20% do ouro extraído. Os návios que levavam o ouro para Portugal eram chamados de "naus dos quintos dos infernos". Dai veio o xingamento de mandar alguém para "os quintos do inferno" ou, simplesmente, para "os quintos".

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Significado: Indivíduo bajulador, que elogia alguém para obter algo em seu próprio benefício. Origem: A expressão nasceu nos quartéis, para chamar os soldados rasos que, em viagens, carregavam o saco de roupas de seus superiores, além do seu próprio. Teria surgido durante o governo de Hermes da Fonseca (1910-1914), período marcado pelas intervenções militares nos Estados. Ganhou popularidade e o sentido de bajulador com a marchinha de carnaval "O cordão dos puxa-sacos cada vez aumenta mais", de 1945.

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Significado: Tapear alguém, ficar enrolando, adiar uma tarefa, deixar uma determinada situação negativa ocorrer e não se importar com isso. Origem: "Banho-maria" é uma forma de aquecimento lenta, em fogo brando. O nome faz refer~encia à alquimista Maria, a Judia, também conhecida como Maria Profeta, que viveu entre os séculos I e III d.C., considerada a primeira verdadeira alquimista do Ocidente. O célebre banho-maria, uma de suas invernções, é essenciamente um caldeira dupla que limita a temperatura máxima de uma elemento. É amplamente utilizado em processo químicos para os quais é necessário um calor sauve, e também pra cozinhar alimentos. Daí a expressão ganhar o sentido de lentidão que conhecemos hoje.

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Significado: Sair-se bem de uma situação, se dar bem. Origem: Expressão originada da exploração de ouro nas Minas Gerais, no período colonial. Os escravos usavam as mulas e éguas que transportavam o ouro garimpado para esconder algumas pepitas em seus pelos e crinas. Depois pediam para lavar o animal e, com isso, recuperavam o ouro roubado do senhor.

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Significado: Fazer o papel de bobo pagando para que outros aproveitem ou por aquilo que não deve. Origem: A expressão derica de um conto do humanista Florentino Gian Francesco PoggioBracciolini (1380-1459), em sua obra "Facetiae" (1450), segundo o qual uma mulher entrou em discussão sobre o preõ de um pato. O vendedor, mais interessado em obter os favores sexuais da mulher, a cada valor pechinchado, pedia-lhe algo em troca: um abraço, um beijo, uma carícia, etc., no que ela concordava. Nisso chegou o marido e perguntou que discussão era aquela. O rapaz, cinicamente, diz que faltava um valor para se completar o pagamento. E o marido, então, prontamente, pagou o pato, sem saber das vantagens que o vendedor já tinha usufruído.

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Significado: Esperando o que não virá, desejar algo em vão. Origem: D. Sebastião, rei de Portugal, desapareceu na batalha de Alcácer-Quibir (1578). Como o corpo nunca foi encontrado, o povo português, recusando-se a acreditar na morte do monarca, ia ao Alto de Santa Catarina, em Lisboa, para esperar a nau que tratia o rei. Dizia-se, então que esses súditos fiéis "estavam a ver navuis no Alto de Santa Catarina". A expressão veio para o Brasil perdendo, porém, a localização.

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Significado: Concentrar-se ou estudar muito, à exaustão. Origem: Na Idade Média e até à invenção da luz elétrica, no final do século XIX, os estudantes às vésperas dos exames passavam a noite estudando à luz de uma lamparina ou vela. Como a luz era fraca, era necessário aproximá-la do texto e dos olhos o que poderia causar queimadura queimando as pestanas.

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Significado: Castigo para repreender alguém. Origem: Na Antiguidade greco-romana, a orelha e, por extensão, o ouvido, eram dedicados à Mnemosine, a deusa da Memória. Pela audição entravam a Ciência, o Conhecimento, a História, as tradições e a Lei. O castigo de cortar a orelha era punição por não ter ouvido, entendido, compreendido e atendido a voz da lei. Puxar a orelha do estudante era para que decorasse ou não esquecesse o que aprendeu.

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Significado: Coisa de pequeno valor, sem importância; pessoa incompetente, medíocre. Origem: Expressão originada da exploração de ouro nas Minas Gerais, no período colonial. Quando o escravo não conseguia preencher o "bucho" da mina com ouro, isto é, não alcançava a meta de produção esperada, ele recebia meia tigela de comida. O termo acabou servindo para apelidar o indivíduo incompentente no trabalho.

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Significado: Estar bem alimentado, de barriga cheia. Origem: Expressão originada da exploração de ouro nas Minas Gerais, no período colonial. Os escravos que trabalhavamos nas minas só recebiam sua tigela de comida depois que enchessem com ouro um buraco na parede, conhecido como "bucho". Daí a associação entre encher o bucho e estar bem alimentado.

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Significado: Não incomode, saia daqui. Origem: A expressão surgiu em Portugal medieval onde se dizia " pentear asnos, jumentos ou bugios" para se referir a uma tarefa inútil e ridicula dada aos idiotas e malucos. A palavra macaco era, então, desconhecida em Portugal. No Brasil, a expressão consagrou-se na forma "vá pentear macaco", denominação indígena dos símios, vinda da Guiana.

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Significado: Presente indesejável, dado com más intenções por traz um grande prejuízo. Origem: A expressão refere-se ao episódio da Guerra de Tróia, em que os gregos presentearam os troianos com um enorme cavalo de madeira como sinal de paz. O cavalo foi levado para dentro de Tróia e, tarde da noite, quando todos dormiam, guerreiros gregos sairam do interior do cavalo e tomaram a cidade incendiando-a e matando sua população.

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Significado: Indíviduo de condição humilde, pobretão. Origem: No Brasil Colonial, o sapato era um sinal de distinção social e, portanto, proibido aos escravos. O indivíduo descalço, de pés no chão, era sempre um escravo ou alguém muito pobre. Na zona rural, aquele que andava descalço era obrigado a raspar (ou rapar) os pés para lhes tirar a lama (dai, pé-rapado). Na Guerra dos Mascates (1710), em Pernambuco, os senhores de engenho de Recide eram chamados de pés-rapados em contraposição aos portugueses ricos de Olinda.

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Significado: Não entender nada do que é falado ou escrito. Origem: O Historiador romano Tito Lívio, nascido em Patavium (Pádua, em português), tinha uma linguagem que era repleta de patavinitas, ou seja, expressões próprias do dialeto de sua terra natal. Isso tornava os textos de Tito Lívio dificeis de serem entendidos. Patavinita contraiu-se em patavina significado, em português, "nada".

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Significado: Que causa boa aparência, mas não tem validez, algo feito para enganar as pessoas. Lei que ninguém cumpre e nem é punido por isso. Origem: Em 1830, a Inglaterra exigiu que o Brasil colocasse fim ao tráfico de escravos. D. Pedro I acatou a exigência inglesa, mas as autoridades daqui sabiam que a tal lei não seria cumprida - era lei só no papel, "para inglês ver". Para Câmara Cascudo, a expressão tem outra origem: quando D. João desembarcou na Bahia, em janeiro de 1808, encontrou a cidade toda iluminada e, indicando as naus britânicas que acompanhavam a corte portuguesa, teria dito: "Está bem bom para o inglês ver!".

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Significado: Cair no profundo, dormir. Origem: Na mitologia grega, Morfeu era o criador dos sonhos e, tal como seu pao, Hypnos, associado ao deus do sono. O termo serviu para o farmacêutico alemão F. W. Seturmer, em 1803, dar o nome de morfina ao alcaloide ativo do ópio.

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Significado: Pessoa ou objeto extraordinário, digno de admiração e homenagem. Origem: As saudações feitas com o chapéu faziam parte da etiqueta na corte de Versalhes à época de Luís XVI. Uma pessoa comum era cumprimentada com um toque na aba do chapéu; um fidalgo, tirando o chapéu da cabeça e levantando-o; o rei, com saudação maior, girando o chapéu no alto e levando-o quase roçar no chão.

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Significado: Tem Algo escondicio, alguém está escondendo alguma coisa. Origem: O angu, feito de fubá de milho ou farinha de mandioca, era a alimentação dos escravinhos no Brasil. Muitas vezes, a escrava cozinheira dava um jeito de esconder um pedaço de carne ou alguns torresmos embaixo do angu servido ao seu protegido. A expressão passou a ser usada quando se suspeitava que o escravo estava escondendo algo de seu senhor.

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Significado: Mal feito, feito sem atenção, às pressas e sem capricho. Origem: Acredita-se que a expressão se originou do trabalho dos escravos que usavam as coxas para moldar o barro usado na fabricação de telhas. Como os escravos variavam de porte físico, as telhas saíam diferentes, o que dificultava os encaixes. O telhado "feito nas coxas" ficava torto. Há, porém, quem conteste essa origem afirmando seu teor racista de que "escravo não faz nada direito".

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Significado: Ponto fraco ou vulnerável de alguém. Origem: De acordo com a mitologia grega, Aquiles ao nascer foi banhado no rio Estige (ou Styx) por sua mãe, cujas águas tornavam a pessoa indestrutível. Tétis mergulhou a criança segurando-a pelo calcanhar que, sem ter sido molhado, ficou sem proteção. Daí o calcanhar ser o único ponto vulnerável de Aquiles.

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Significado: Entregar um bem espontaneamente sem nada em troca. Origem: A expressão nasceu do rito de doações feitas ao rei ou ao papa em que ester recebiam terras, prédios ou outros presentes valiosos. Em 1555, o papa Paulo IV dividiu as oferendas a Deus ("gratis pro Deo") em dois tipos: "ao pé do altar", depositadas na própria igreja, ou "de mão beijada", entregue diretamente ao bispo ou ao papa.

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Significado: Pessoa que leva a culpa de atos que não cometeu; indivíduo acusado de um delito que não fez ou não foi o idealizador; expressão semelhante a cabeça-de-turco. Origem: A expressão teve sua origem na tradição hebraica do Dia da Expiação (Yom Kippur) em que um bode, símbolo dos pecados do povo hebreu, era abandonado no deserto expiando assim os pecados do povo de Israel.

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Significado: Amiga hipócrita que não se pode confiar, pessoa falsa e infiel. Origem: Um caçador mentiroso contou que foi encurralado na mata por uma enorme onça sem uma arma para se defender nem uma árvore para subir. Conseguiu escapar dando um grito tão forte que a onçã fugiu em pânico. Uma pessoa duvidou do relato dizendo que, naquela situação, o caçador teria sido devorado. Este, indignado, perguntou: "Afinal, você é meu amigo ou amigo da onça?". A expressão se popularizou com a criação do personagem Amigo da Onça, em 1952, pelo cartunista Péricles (1924-1961) para a revista "O Cruzeiro".

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Significado: Babá que cuida de bebê sem lhe dar de mamar. Origem: O termosurgiu na época da escravidão e correspondia à escrava que não amamentava. A escrava que dava de mamar era chamada de ama-de-leite. Depois de desmamada, a criança era entregue aos cuidados da ama-seca até os 7-8 anos.

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Significado: Agora é tarde demais para tomar alguma atitude a respeito. Origem: Personagem histórica e literária, celebrada em "Os Lusíadas", de Luís de Camões, a dama castelhana Inês de Castro (1320-1355) foi amante do príncipe D. Pedro (1320-1367), herdeiro do trono, com quem teve três filhos. O rei reprovou o romance e condenou Inês à morte por decapitação. Quando D. Pedro assumiu o trono, mandou desenterrar Inês e deu-lhe o título de rainha obrigando a corte a beijar-lhe a mão - um gesto dramático mas inútil e tardio.

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Significado: Algo muito valioso, mas que atrapalha, é inútil e não se pode livrar dele. Origem: No antigo reino de Sião, no sudeste asiático, o elefante albino era considerado sagrado. Receber um elefante branco de presente do rei era uma benção mas também uma maldição pois ele não podia trabalhar, nem ser vendido, restando ao seu proprietário arcar com o custo de sua manutenção. A expressão hoje é utilizada, na política, para se referir a obras públicas sem utilidade.

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Significado: Duas pessoas de temperamentos fortes que não se entendem. Origem: "Bicuda" era um tipo de faca fina e pontuda, comum no Nordeste Colonial, também apelidada de "lambedeira" ou "pernambucana". Quem usava uma bicuda era chamado de bicudo, termo associado ao indivídui mal-humorado, irritado. O encontro de dois bicudos quase sempre acabava em luta mortal. Bicudo era, também, o nome dado ao escravo importado ilegalmente da África.

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Significado: Lugar ou situação onde vale tudo; lugar onde predomina a confusão, a balburdia e a desorganização. Origem: Conta-se que Joana I (1326-1382), rainha de Nápoles, por levar uma vida desregrada e permissiva foi exilada pela igreja indo residir, em 1346, em Avinhão, na França. Ali ela regulamentou os bordéis onde instituiu regras como essa "O lugar terá uma porta por onde todos possam entrar". Daí a expressão ser associada a prostíbulo, lugar onde todos entram e saem sem pedir licença.

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Significado: Em grande quantidade, abundante, com fartura. Origem: O jurista sergipano Gumercindo Bessa (1859 - 1913) foi advogado dos acreanos que não queriam que o Acre fosse incorporado ao estado de Amazonas. Ele apresentou argumentos tão esmagadores e tão numerosos em favor dos acreanos, que logo surgiu a expressão "falar à Bessa". Com o tempo, o sobrenome famoso perdeu a inicial maiúscula e os dois "s" foram substituídos por "ç".

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Significo: Comprimisso de casamento. Origem: Os hindus foram os primeiros a usar alianças de casamento. A tradição foi levada ao Ocidente pelos gregos e romanos. A aliança servia de aviso de que a mulher já não estava mais disponível. Era usada no dedo anelar da mão esquerda porque acreditava-se que ali passava uma veia que seguia diretamente para o coração. Após o século IX, a igreja cristã adotou o costume como símbolo de fidelidade.

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Significado: Pessoa que defende uma causa ou ideia contrária aou interesse geral. Origem: Antigamente, durante o processo de canonização, a igreja nomeava um advogado do diabo (advocatus diaboli) para apontar os defeitos e fraquezas daquele a quem se pretendia santificar e que, por sua vez, era defendido pelo advogado de Deus (advocatus Dei). O ofício do advogado do diabo foi abolido pelo papa João Paulo II em 1983.

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Significado: Apostar na inocência de alguém. Origem: Na Idade Média, a pessoa que alegava inocência era submetida à prova do ferro quente (ferrum candens): ela devia pegar numa barra de ferro aquecida (ou andar sobre ferro incandescente). A mão era, depois, envolvida em um saco de couro selado com cera pelo juiz; três dias depois abria-se a atadura. Se a ferida estivesse bem curada e cicatrizada, era prova de inocência. Caso contrário, a pessoa era culpada e condenada à forca.

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Confessar ou admitir um erro; o mesmo que dar o braço a torcer.

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