11 dinâmicas divertidas para o primeiro dia de aula

19 de janeiro de 2020

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A primeira aula do ano é sempre um momento de expectativa e ansiedade para alunos e professores, especialmente quando tudo é novo: a classe, os professores, a disciplina e, para alguns, até a escola, a cidade e o idioma. Situações que dão um frio na barriga e nos deixam inseguros perante aqueles 30 ou 40 pares de olhos. A elas se somam as advertências dos colegas: “cuidado com o fulano! Essa classe me enlouqueceu o ano passado! Seja duro com essa turma”… e outros comentários intimidadores.

Isso lembra o dilema do professor, especialmente na primeira aula: que equilíbrio estabelecer entre familiaridade e distância: devo parecer amigo e simpático ou durão e reservado? Brinco com os alunos ou deixo claro que não tolero brincadeiras?  Para responder essas questões, Leandro Karnal usa uma metáfora, relacionando o trabalho do professor com o do salva-vidas:

“Se ele se aproxima muito do afogado e o abraça fraternalmente, ambos afundam. Se ele fica muito distante, a vítima cumpre sua sina de afogar-se sem ajuda. É inútil fingir uma dureza que você não tem ou que nem quer ter. É perigoso usar de muita intimidade. A aula é um momento profissional e você não é amigo dos alunos. Amizade implica isonomia, igualdade, algo inexistente na sala de aula. Pelo mesmo motivo que você não é amigo, você não é o inimigo, pois amizade e inimizade implicam relações pessoais, frequentemente íntimas. Repita para si sempre: sou o professor.” (Karnal, Leandro. Conversas com um jovem professor. São Paulo: Contexto.)

Para amenizar a ansiedade e a angústia do primeiro dia de aula, planeje a primeira aula do ano com cuidado. Decida o que vai fazer e falar aos alunos. Ensaie suas palavras. Organize o material que usará. Seja profissional: esqueça os problemas pessoais e concentre-se em seu trabalho. Apresentamos abaixo, sugestões de atividades que proporcionam uma carinhosa acolhida aos alunos estabelecendo a empatia e renovando o entusiasmo em aprender.

1. Apresentação do professor aos alunos

O mais comum é o professor apresentar-se à turma escrevendo seu nome e disciplina na lousa. Mas você pode variar propondo uma brincadeira de “adivinhe qual é a minha matéria?”. Comece fornecendo algumas dicas – “eu lido com…” –, e faça, na lousa, uma lista dos elementos relacionados à disciplina de História, mas sem ser óbvio: “números”, “nomes”, “lugares”, “arte”, “livros”, “pessoas”, “política”, “sociedade”, “economia”, “dados estatísticos”…

À medida que cada elemento for mencionado, deixe a classe ir lançando suas apostas e escreva-as na lousa. Quanto mais diversas forem as dicas, mais diversas serão as respostas dos alunos que citarão diferentes disciplinas: Matemática, Português, Sociologia, Psicologia, Geografia, História etc. Ao final, releia todas as respostas e enfatize aos alunos que a História é interdisciplinar pois lida com diferentes áreas do conhecimento.

A dinâmica só terá sucesso se os alunos realmente desconhecerem o professor e não tiverem em mãos o calendário escolar.

Entre os muros da escola, filme

“Entre os muros da escola”. Direção de Laurent Cantet, França, 2008.

2. Quem é meu/minha professor/a?

Uma atividade para o primeiro dia de aula onde o professor é o centro da brincadeira. Pode ser interessante para turmas mais inibidas ou mesmo para aquelas que já conhecem o professor.

Preparação da dinâmica: escreva em pedaços de papel informações verdadeiras e falsas a seu respeito. Misture informações pessoais, familiares e profissionais, como por exemplo, número de filhos, ano ou faculdade onde se formou, se tem irmãos ou não, uma viagem que fez, o que gosta ou não de comer etc.

Vale incluir fotografias ou imagens extraídas de revistas que se relacionam (ou não) com a informação escrita. A dinâmica fica mais instigante se você inserir informações incomuns ou impensáveis pelos alunos.

Calcule 5 informações para cada grupo de alunos lembrando de incluir algumas falsas entre elas.

Divida a turma em grupos e distribua as informações. Eles devem decidir quais informações imaginam serem verdadeiras e quais as falsas sobre você. Dê uns 15 a 20 minutos para eles discutirem e avaliarem as informações.

Divida a lousa em duas partes reservando um lado para as informações verdadeiras e outro para as falsas. Peça para cada grupo levar para a lousa o que decidiram distribuindo as informações conforme julgam ser verdadeiras ou falsas e justificando para a turma porquê dessa decisão.

Ao final, o professor comenta que grupo mais acertou.

3. Dinâmicas de quebra-gelo

Há sempre uma tensão na primeira aula especialmente nas turmas novas em que os alunos não se conhecem. As dinâmicas de quebra-gelo têm o objetivo de ajudar a descontrair os alunos e proporcionar uma melhor integração do grupo. Selecionamos 4 dinâmicas de quebra-gelo

a) Boas vindas

Material: bexigas coloridas e caneta permanente (usada para retroprojetor).

Distribuir as bolas e pedir aos alunos que encham e fechem com um nó. Cada um deve escrever na bexiga uma frase ou palavra que expresse suas expectativas sobre o ano que se inicia. Pode, também, escrever algo relacionado à História que aprenderam: um conceito, um fato, nome de um personagem, uma data, um período histórico.

Terminada a tarefa, todos se levantam e brincam entre si com as bexigas sem deixar que elas estourem. Importante que as bexigas circulem entre os alunos.

Ao sinal do professor, cada um pega um dos balões, qualquer um. Os alunos formam grupos de acordo com a cor. O grupo lê o que está nos balões e conversa a respeito. Pendurar os balões e deixar pendurados durante uns dias até que murchem.

b) Valorizando o espírito de equipe

Objetivo: ressaltar a confiança e o espírito de cooperação.

Em duplas, o aluno se posiciona de costas um para o outro, ombro a ombro. Em seguida pedir para que cada dupla se abaixe até o chão sem colocar as mãos no chão. Alguns vão cair, outros vão conseguir e isso vai resultar em muita risada e novas tentativas para vencer o desafio. Terminar a dinâmica falando sobre a confiança que temos que ter no amigo, sobre o espírito de colaboração em equipe e valorização da pessoa.

c) Busque alguém que…

O objetivo é os alunos e o próprio professor descobrirem alguma informação sobre os colegas através das questões formuladas em cartões. Isso favorece a empatia entre a turma.

Em pedaços de papel, escreva uma característica a ser descoberta que deve começar com a frase “Busque alguém que”. Por exemplo:

  • Busque alguém que conheceu uma pessoa famosa
  • … fale dois idiomas (além do português).
  • … não gosta de refrigerante.
  • … toma café sem açúcar.
  • … é vegetariano.
  • … toca algum instrumento musical.
  • … já andou a cavalo (ou de moto, de trem, de carro de boi…)
  • … foi no cinema na semana passada.
  • … não tem perfil em nenhuma rede social.
  • … sabe usar a máquina de lavar roupa.
  • … sabe cozinhar.
  • … já morou em outra cidade ou país.

É interessante incluir na dinâmica situações típicas de sua cidade como festas populares, personagens locais etc.

Cada aluno recebe um pedaço de papel com a instrução. Os alunos devem se levantar e fazer as perguntas para diferentes colegas. Encontrando alguém que corresponda à característica, escreve o nome do colega no papel. E continua procurando mais colegas com aquela característica.

O jogo termina quando todos encontrarem pelo menos uma pessoa para cada instrução.

Se algum aluno não se encaixar em nenhuma característica, ele vira o “coringa” da turma. Peça para ele contar algo que o diferencie ou que não foi mencionado no jogo.

d) Escravos de Jó

Esta cantiga de roda é uma brincadeira de origem africana muito popular e que exige agilidade e concentração. Cada aluno tem na mão direita um objeto igual (pedrinha, copo plástico etc). Sentados em roda começam a cantar a cantiga marcando o ritmo, passando o objeto ao vizinho da direita e recebendo com a mão esquerda o objeto da vizinho da esquerda, trocando-o rapidamente de mão.  Quando a letra diz “zigue, zigue, zá”, o objeto é retido na mão direita, e só passado para a pessoa da direita na última palavra.

Escravos de Jó, jogavam caxangá.

Escravos de Jó, jogavam caxangá.

Tira, põe, deixa ficar…

Guerreiros com guerreiros, fazem zigue zigue zá,

Guerreiros com guerreiros, fazem zigue zigue zá.”

O jogo tem cinco níveis. Na primeira vez, é cantada a música com a letra tradicional. Na segunda, a melodia é entoada apenas com os sons de “lá-lá-lá” no mesmo ritmo. Na terceira, os jogadores apenas murmuram a melodia no mesmo ritmo. Na quarta, sem nenhum som, os jogadores movimentam os objetos; apenas as batidas na mesa dão o ritmo da cantiga. No quinto nível, o jogo recomeçam acelerando o ritmo.

Sociedade dos poetas mortos, filme

“Sociedade dos Poetas Mortos”. Direção de Peter Weir, Estados Unidos, 1989.

4. Mensagens de boas vindas

Escolha uma frase inspiradora para escrever na lousa e refletir com os alunos. As possibilidades são infinitas: frases que estimulam a colaboração, a solidariedade, a superação de dificuldades, a busca do conhecimento ou, mais especificamente, a importância da História. Algumas sugestões:

“Não existem sonhos impossíveis para aqueles que realmente acreditam que o poder realizador reside no interior de cada ser humano, sempre que alguém descobre esse poder algo antes considerado impossível se torna realidade.” (Albert Einstein)

“Um povo que não conhece a sua história está condenado a repeti-la.” (George Santayan,  baseado na frase Those who cannot remember the past, are condemned to repeat it, em “A Vida da Razão”, v.1, 1905).

“Tudo aquilo que o homem ignora, não existe para ele. Por isso o universo de cada um se resume ao tamanho do seu saber.”  (Albert Einstein)

“A primeira condição para modificar a realidade consiste em conhecê-la.” (Eduardo Galeano)

“Pensar é perigoso. Não pensar é mais perigoso ainda.” (Hannah Arendt)

“Um povo ignorante é um instrumento cego da sua própria destruição.” (Simón Bolívar)

“Trago em mim o germe, o início, a possibilidade para todas as capacidades e confirmações do mundo.”  (Thomas Mann)

“A incompreensão do presente nasce fatalmente da ignorância do passado.” (Marc Bloch)

“Inspiração vem dos outros. Motivação vem de dentro de nós.” (Desconhecido)

“Sapere aude”  (latim, “atreva-se a conhecer” ou “ouse saber”. Significa ter coragem de pensar por si mesmo. Ela foi dita por Horário, um poeta latino, no ano 20 a.C. em sua obra “Epistularum liber primus”, e depois retomada por Kant, no século XVIII em seu ensaio “Resposta à pergunta o que são as Luzes”.)

Escritores da liberdade, filme

Escritores da liberdade”. Direção de Richard LaGravenese, Estados Unidos, 2007.

5. Um conto para o 5º e 6º anos

Falar sobre a História na primeira aula do 5º ou 6º ano é um grande desafio. O passado é uma abstração difícil para as crianças, afinal elas não têm desenvolvida a noção de tempo. Um recurso eficiente é utilizar contos, mitos, lendas e fábulas. Eles dialogam com o imaginário, falam ao coração e ficam gravados na memória do aluno.

Um dos meus contos preferidos é “Os Cegos e o Elefante”, uma bela metáfora que permite refletir sobre o que é verdade e o trabalho do historiador. Clique no título abaixo para ler o conto.

“Os Cegos e o Elefante”: um conto para a primeira aula de História.

6. Painel de fotografias dos alunos

Esta atividade é própria para o 5º ou 6º ano introduzindo o aluno à primeira reflexão sobre o passado e suas mudanças e permanências. Para tal, peça aos alunos para trazerem uma fotografia de quando eram crianças, até os 7 anos de idade. Cada um deve escrever seu nome no verso da foto. Peça aos alunos para manterem as fotos como “documento secreto” e não mostrarem para os amigos.

Os alunos entregam as fotos para o professor que as fixa na lousa, de forma aleatória. Deixar espaço entre as fotos. Em seguida, cada aluno é chamado para identificar as fotos colocando o nome daquele que julga ser o retratado.

A atividade possibilita que os alunos se motivem a perguntar os nomes dos colegas, caso não se conheçam. Leva os alunos a perceberem traços fisionômicos comuns que se mantêm. Reconhecem mudanças e a passagem do tempo. O aluno da foto não existe mais como criança, mudou seu corpo, sua mente, seus interesses…

A atividade pode ser completada com a música “Como uma onda”, de Lula Santos.

Narradores de Javé, filme

“Narradores de Javé”. Direção de Eliane Caffé, Brasil, 2004.

7. Desvendando o passado do professor

Reúna vários objetos que dizem respeito à sua infância e juventude: brinquedos, livros, fotos, jogos, álbum de figurinha, recorte de jornal ou revista, diploma etc. Divida a sala em duplas ou trios e entregue a cada grupo um desses objetos.

O grupo deve analisar todos os detalhes do objeto procurando descobrir pistas que informem sobre o professor. Os alunos anotam as suas conclusões no caderno. Em seguida, cada grupo apresenta-as oralmente e, a partir delas, a classe deve buscar traçar o passado do professor.

O objetivo da dinâmica é mostrar aos alunos que o historiador trabalha da mesma forma, analisando objetos (fontes) para entender o passado.

8. Imagens do passado

Reúna fotos antigas de cenas cotidianas, costumes, moda, equipamentos (antigos aparelhos de som, por exemplo), veículos, trabalhadores, famílias, manifestações sociais (greve, comícios etc) ou mesmo anúncios do passado. As fotografias não precisam ser da mesma época, mas é importante que as imagens causem estranheza aos alunos. Pode-se encontrar um farto material no Pinterest.

Divida a classe em duplas ou trios e entregue a cada grupo uma ou mais fotografias. Cada grupo deve analisar o material procurando extrair informações sobre a época retratada, observando semelhanças e diferenças com os tempos de hoje. Para turmas do 8º ano em diante, que já tenham conhecimento de História, pode-se pedir para datar a fotografia mencionando século e década.

Depois que os grupos apresentarem a suas conclusões, lance perguntas desafiadoras: a fotografia é uma prova do passado ou uma representação? As pessoas fotografadas estão posando ou a imagem é espontânea? A fotografia pode ter sido alterada? O texto do anúncio é verdadeiro?

O objetivo da dinâmica é estimular os alunos a experimentarem o trabalho do historiador com fontes iconográficas. A leitura da imagem como documento histórico permite extrair informações, mas não se reduz a essa etapa: as informações devem ser checadas levando a novas pesquisas.

Sorriso de Monalisa,filme

“O Sorriso de Mona Lisa”. Direção de Mike Newell, Estados Unidos, 2003.

9. Revirando o lixo

Prepare um “bom lixo” para realizar essa atividade: páginas de caderno amassadas, pontas e aparas de lápis, caneta sem tinta, giz, recibos da cantina, guardanapo, etiquetas, tubo de cola, lembretes, rascunhos, páginas de revistas rasgadas etc.

Revirar o lixo e, com os alunos, descobrir o que cada material representa buscando reconstituir a trajetória de cada elemento, sua função e o que ele “conta” para nós. Com isso, mostra-se para o aluno como funciona o trabalho do historiador.

10. Noção de tempo histórico e o trabalho do historiador

A ciência da História, o ofício do historiador e o tempo histórico são temas comumente tratados no início do 6º ano, e que raramente são retomados nos anos seguintes. No entanto, se os dois primeiros são de fácil compreensão para o aluno de 10-11 anos, já a noção de tempo histórico é bem mais difícil de se adquirir. Ela exige uma abstração só alcançada ao longo da vida escolar e que é concomitante ao lento processo de maturidade cognitiva. É somente no Ensino Médio que o aluno adquire (ou começa adquirir) o pleno domínio do tempo histórico.

Por isso, propomos que o professor aproveite as primeiras aulas do ano para retornar à reflexão de tempo histórico com os alunos do 7º ano e além. Uma estratégia é revisar a matéria dos anos anteriores dispondo-a de forma cronológica em uma linha de tempo. A aula pode se enriquecida destacando civilizações e culturas simultâneas no tempo cronológico mas não no tempo histórico. Por exemplo: a Idade Média europeia, civilizações da Mesoamérica e a cultura Marajoara no Brasil foram coexistentes mas dizem respeito a tempos históricos diferentes.

Alguns artigos neste site podem servir de pretexto para a discussão de tempo histórico com diferentes turmas, cabendo ao professor aprofundar o tema e estabelecer conexões conforme o conhecimento já adquirido pelos alunos. Sugerimos os seguintes artigos (clique no título para abrir o arquivo):

Quantos Anos Novos o ano tem?   O artigo descreve os diversos calendários em vigor no mundo atual: o gregoriano, o chinês, o tibetano, o baha’í, o hindu, o iorubá, o etíope, o judaico, o islâmico, o wicca e o inca.

O dia de Ano Novo nem sempre foi 1º de janeiro  O artigo destaca as convenções no registro do tempo buscando responder: por que o ano começa no 1º de janeiro? Desde quando é assim? Existiram outras datas para marcar o início do ano?

O tempo na Idade Média e a invenção do relógio  O artigo aborda sobre a concepção de tempo na Idade Média, sua marcação e controle pela Igreja, e como a invenção do relógio, no século XIII, influiu na visão e na consciência das pessoas

Albert Robida e sua visão de futuro  Um tema para refletir tempo histórico com os alunos do 9º ano e do Ensino Médio: como um ficcionista dos anos 1800 imaginou o futuro, isto é, o ano 2000. Ele acertou? E hoje, como nós imaginamos a vida no ano 2100?

Pequenas mudanças nos livros infantis alteram os papéis de gênero  Os livros infantis constituem uma fonte histórica para conhecer costumes e mentalidade de uma época. Suas imagens e textos dizem respeito a valores e padrões sociais que marcaram uma geração e que podem ser alterados  para se adequarem às novas gerações. O artigo mostra como mudanças sutis em um livro infantil operaram transformações significativas nas relações de gênero.

 Voltando ao passado  Para a turma do 9º ano e Ensino Médio, um caso real noticiado pela imprensa fornece subsídios para trabalhar tempo histórico e as relações entre vida pessoal e fatos que marcaram o final do século XIX a metade do XX.

A roda (Das Rad)  Uma animação alemã de 8 minutos, premiada em festivais de curta-metragem, que permite trabalhar a noção de tempo histórico e tempo geológico. O artigo traz o link do filme e sugestões de perguntas para o debate em sala de aula.

Uma lição de vida,filme

“Uma lição de vida”. Direção de Justin Chadwick, Estados Unidos/Inglaterra/Quênia, 2011.

11. Filmes inspiradores

O ambiente escolar e o trabalho do professor foram temas de centenas de filmes que tratam das relações entre alunos e professor, a escola e a comunidade abordando questões como conflitos sociais, juventude e velhice, tensões políticas, discriminação e preconceitos, dificuldades de aprendizagem, condições adversas de ensino etc. Apontamos, abaixo, 12 filmes inspiradores para o professor refletir sobre os desafios da prática pedagógica e se preparar para mais um ano letivo.

“Entre os muros da escola”. Direção de Laurent Cantet, França, 2008. Em uma escola na periferia de Paris marcada pela violência, desestrutura familiar e tensões étnicas, um professor enfrenta a difícil tarefa de ensinar algo a seus alunos seus alunos agressivos e desmotivados.

“Escritores da liberdade”. Direção de Richard LaGravenese, Estados Unidos, 2007. Na década de 1920, em Los Angeles, após violentos distúrbios raciais, uma professora tem o desafio de educar um grupo de alunos brancos, negros, hispânicos e asiáticos reunidos em uma mesma classe pela lei de integração racial.

“Narradores de Javé”. Direção de Eliane Caffé, Brasil, 2004. Ao saber que o vilarejo de Javé pode desaparecer sob as águas de uma hidrelétrica, seus moradores decidem escrever sua história e transformar o local em patrimônio a ser preservado.

“Sociedade dos Poetas Mortos”. Direção de Peter Weir, Estados Unidos, 1989. Um professor usa métodos incomuns para estimular seus alunos a romperem padrões e valores tradicionais de uma escola conservadora para se tornarem livres pensadores.

“O Sorriso de Mona Lisa”. Direção de Mike Newell, Estados Unidos, 2003. No início da década de 1950, uma professora de arte educada na liberal Universidade de Berkeley, na Califórnia, enfrenta uma escola feminina tradicionalista esforçando-se para que suas alunos se libertem dos padrões sociais conservadores.

“Uma lição de vida”. Direção de Justin Chadwick, Estados Unidos/Inglaterra/Quênia, 2011. Baseado na história real de um africano de 84 anos que luta para receber educação básica e se alfabetizar enfrentando a oposição de pais e autoridades que não querem ceder uma vaga da escola para um homem tão velho. Veja comentário do filme “Uma lição de vida” neste site.

“Ser e ter”. Direção de Nicolas Philibert, França, 2002. Um documentário muitíssimo interessante. Na zona rural da França, um professor perto de se aposentar ensina 12 crianças cujas idades variam de 4 a 11 anos. Uma realidade diferente das comuns no Brasil, que mostra as dificuldades e empenho de um professor na sua tarefa pessoal, profissional e cotidiana de lecionar.

“Pro dia nascer feliz”. Direção de João Jardim, Brasil, 2007. Depoimentos de estudantes da rede pública e particular sobre medos e anseios no ambiente escolar. Adolescentes de três estados, de classes sociais distintas, falam de suas vidas na escola, seus projetos e inquietações mostrando situações escolares diferentes no país.

“Quando sinto que já sei”. Direção de Anderson Lima, Antonio Lovato e Raul Perez, Brasil, 2014. Documentário sobre alternativas ao sistema convencional de ensino mostrando que é possível fazer diferente na educação. A equipe visitou projetos em sete cidades brasileiras que têm em comum o respeito pela individualidade de cada aluno e o contexto social em que se inserem.

“Mandadayo”. Direção de Akira Kurosawa, Japão, 1993. A história real de um professor aposentado e seus ex-alunos. Querido e respeitado, o professor, aposentado no início dos anos de 1940, recebia os alunos todos os anos, para festejar sua aposentadoria e comemorar o Madakai, quando os alunos perguntavam Mada kai? (“Pronto?”), e ele depois de uma imensa taça de cerveja respondia Mada dayo! (“Ainda não!”). O filme traz uma reflexão sobre juventude e velhice, entre o tempo pessoal do professor e o tempo histórico do Japão a partir da Segunda Guerra.

“Nenhum a menos”. Direção de Zhang Yimou, China, 1999. Filme singelo, feito com atores amadores e falas improvisadas, revela as condições precárias da educação na zona rural chinesa. O professor precisa se ausentar e somente uma voluntária, de apenas 13 anos, aceita substitui-lo por um mês. Ela recebe a incumbência do professor titular de, na sua ausência, manter todos os alunos na escola e não deixar nenhum partir.

“A língua das mariposas”. Direção de José Luis Cuerda, Espanha, 1999. Os medos e anseios de um garoto de sete anos ao ingressar na escola especialmente em relação ao seu professor que imagina que poderá castigá-lo ao menor erro. Mas tem uma grande surpresa com o carinho, sabedoria e dedicação do velho professor, um senhor próximo da aposentadoria.

Bom início de ano, professor!

 

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Aline Perrota
Aline Perrota
3 anos atrás

Quanta coisa boa! Amei.

Carolina Bayer
Carolina Bayer
3 anos atrás

Muito bom o conteúdo. Gostei de tudo

Marielly Parrela
Marielly Parrela
2 anos atrás

Amei este blog, sempre passarei por aqui. Obrigada por compartilhar seu conhecimento e experiência conosco

Joelson Nascimento
Joelson Nascimento
2 anos atrás

Ótimo artigo. Muito bem elaborado. Parabéns!

Monique Silva de Oliveira
Monique Silva de Oliveira
2 anos atrás

No ano passado uma de minhas primeiras atividades foi a dinâmica “Desvendando o passado do professor”. Meus alunos simplesmente amaram! Vou repeti-la este ano. Gratidão à professora Joelza por compartilhar criatividade e conhecimento.

Bia Morais
Bia Morais
2 anos atrás

Acabei de conhecer,espero me viciar nesse blog.

Elisangela Santos
Elisangela Santos
2 anos atrás

Amei esse blog!!!

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