Nascimento do Estado de Israel

14 de maio de 1948

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Em 14 de maio de 1948, David Ben Gurion, presidente da Organização Sionista Mundial e presidente da Agência Judaica para a Palestina, proclamou oficialmente o nascimento do Estado de Israel.

O evento fazia parte da resolução da ONU (Organização das Nações Unidas) que, em 29 de novembro de 1947 implementou o Plano de Partilha da Palestina para substituir o Mandato Britânico. Planejava-se compartilhar a antiga província palestina otomana entre Israel e um estado palestino que agrupava a população de língua árabe.

No dia seguinte à proclamação de Ben Gurion,  os países invadiram a recém-criada nação, em apoio aos árabes palestinos. Desde então, Israel travou várias guerras com os Estados árabes circundantes no decurso das quais ocupou os territórios da Cisjordânia, península do Sinai, Faixa de Gaza e as colinas de Golã. Partes dessas áreas ocupadas, incluindo Jerusalém Oriental, foram anexadas por Israel. A fronteira com a vizinha Cisjordânia ainda não foi definida de forma permanente. Israel assinou tratados de paz com o Egito e a Jordânia, porém continua o conflito palestino-israelense.

Com a vitória israelense nas guerras com os árabes, o território originalmente planejado pela ONU para um Estado palestino ficou reduzido pela metade. Os palestinos chamam a criação do Estado de Israel de Nakba, palavra em árabe que significa “destruição” ou “catástrofe”. A data é relembrada anualmente como o dia em que 750 mil palestinos deixaram suas casas e fugiram para países vizinhos ou foram expulsos por tropas israelenses.

Em 1994, foi criada a Autoridade Nacional Palestina, um órgão provisório de autogoverno para governar a Faixa de Gaza (em 2005, Israel retirou seus assentamentos dessa região)  e as áreas A e B da Cisjordânia. Desde janeiro de 2013, a Autoridade Palestina, controlada pelo Fatah, usa o nome “Estado da Palestina” em documentos oficiais. Em novembro de 2012, a ONU reconheceu a Palestina como uma entidade observadora.

Os principais pontos de conflito entre Israel e a Palestina são:

  • Jerusalém: Israel reivindica soberania sobre a cidade inteira e afirma que a cidade é sua capital “eterna e indivísivel”, após ocupar Jerusalém Oriental em 1967. A reivindicação não é reconhecida internacionalmente. Os palestinos querem Jerusalém Oriental como sua capital.
  • Fronteiras: os palestinos exigem que seu futuro Estado seja delimitado pelas fronteiras anteriores a 4 de junho de 1967, antes do início da Guerra dos Seis Dias, o que incluiria Jerusalém Oriental, algo rejeitado por Israel.
  • Assentamentos: ilegais sob a lei internacional, foram construídos pelo governo israelense nos territórios ocupados após a guerra de 1967. Na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, há mais de meio milhão de colonos judeus.
  • Refugiados palestinos: os palestinos dizem que os refugiados (cerca de 10,6 milhões, metade dos quais são registrados na ONU) têm o direito de voltar ao que é hoje Israel. Mas, para o governo israelense rejeita a ideia dizendo que isso destruiria sua identidade como um Estado judeu.

 

Abertura

  • Navio Êxodus que, em julho de 1947, partiu do porto de Sete, na França, levando 4.500 judeus para a Palestina com o objetivo de estimular a criação de um Estado judeu independente. O navio, cujo nome era uma referência ao êxodo bíblico de Moisés, viajou com a Estrela de Davi içada.

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