Fernão de Magalhães descobre o caminho marítimo para o Pacífico

21 de novembro de 1520

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Em 21 de novembro de 1520, a expedição do navegador português Fernão de Magalhães (viajando sob bandeira da Espanha) descobriu o caminho que liga os oceanos Atlântico e Pacífico no extremo sul da América do Sul. O estreito, batizado de Estreito de Magalhães, uma passagem interoceânica de 600 km, levou 20 dias para ser percorrido devido ao clima hostil, os ventos e as marés. É considerado um dos trechos de navegação mais difíceis do mundo.

O Estreito de Magalhães é um labirinto e toda a região é sujeita a ventos fortes e tempestades. Quando Fernão de Magalhães se aproximava do local, uma forte tempestade que durou mais de 36 horas levou dois de seus navios. Ao passar a tormenta, os três navios restantes estavam em uma baía que dava acesso ao estreito. Era o dia 1º de novembro.

Uma equipe desembarcou para fazer o reconhecimento do território. Era uma região áspera e fria que Magalhães havia chamado, anteriormente, de Patagônia, terra dos patagones (“pés grandes”), nome que ele batizou os índios Tehuelche, nativos da região, provavelmente devido a sua grande estatura.

Além de um antigo cemitério com duzentos esqueletos humanos, os marinheiros de Magalhães não encontraram nada essencial no lugar. No sul do estreito, no entanto, relata Antônio Pigafetta, o cronista da expedição, “vimos muitas fogueiras à noite”. O capitão geral nomeou a terra de Terra do Fogo.

Depois de 2o dias, a esquadra finalmente completou a travessia entrando no oceano que foi chamado de “Pacífico” por contraste às dificuldades encontradas no estreito. A viagem continuou em direção oeste já que o objetivo da expedição era dar a volta ao mundo. Foram meses difíceis em que a tripulação passou fome, sede e doenças (principalmente o escorbuto).

Fernão de Magalhães morreu durante a viagem, em 27/4/1521, quando seus 49 homens foram atacados por 1500 guerreiros de uma ilha nas Filipinas. A expedição seguiu viagem sob comando de Juan Sebastián Elcano até regressar à Espanha em julho de 1522, três anos depois de sua partida.

Estreito de Magalhães e nau Victoria

Estreito de Magalhães, foto de satélite (à esquerda). Réplica da nau “Victoria”, de Fernão de Magalhães (à direita), Museu Nau Victoria, em Punta Arenas, Chile.

O estreito ainda é conhecido pela dificuldade de navegação, devido ao clima hostil e à sua pequena largura. Mesmo assim, antes da criação do Canal do Panamá, o Estreito de Magalhães era a principal passagem utilizada para atravessar do Atlântico ao Pacífico, evitando assim o tempestuoso Cabo da Boa Esperança, no sul da África. Desde o tratado de fronteiras de 1881, o estreito pertence ao Chile.

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Abertura

  • Mapa atual do Estreito de Magalhães, no extremo sul da América do Sul.

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