A grande perseguição aos cristãos

23 de fevereiro de 303

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Em 23 de fevereiro de 303, o imperador romano Diocleciano baixou o primeiro edital que deu início à grande perseguição aos cristãos. O edital ordenava a destruição de todos livros e edifícios de culto cristão, e a extinção de cargos, dignidades e direitos a cidadãos romanos que professassem a fé cristã. Decretos posteriores exigiram que sacerdotes e fiéis rendessem cultos e sacrifícios ao imperador e aos deuses romanos sob pena de prisão, tortura e morte.

Poucos anos antes, em 299, Diocleciano já havia ordenado a expulsão oficiais e soldados cristãos do exército romano.

Milhares de cristãos foram massacrados, especialmente nas províncias orientais. Muitos mártires dessa perseguição foram, posteriormente, canonizados pela Igreja como os oficiais do exército romano São Vitor, que servia no exército em Tebas, e São Jorge, da legião da Lídia.

Essa não foi a primeira perseguição aos cristãos. Nos dois primeiros séculos, os cristãos eram vistos como criaturas estranhas que rejeitavam festivais públicos, criticavam as tradições e suspeitos de uma “sociedade secreta”. Foi a hostilidade popular, a raiva da multidão que levou às primeiras perseguições sob a forma de linchamentos, e não medidas oficiais. Nenhum imperador emitiu leis gerais contra a fé cristã ou a sua Igreja. As perseguições que foram realizadas durante esse período foram ordenadas por governos locais.  Quando o Imperador Nero mandou executar os cristãos por seu suposto envolvimento no grande incêndio de 64, sua ordem restringia-se à população nos limites da cidade de Roma.

No terceiro século, a tendência mudou.  Os imperadores tornaram-se mais ativos e os funcionários do governo começaram a perseguir ativamente os cristãos, em vez de simplesmente responder à vontade da multidão. O cristianismo também mudou, entre seus praticantes havia ricos, patrícios e oficiais do exército.

Diocleciano, aclamado imperador em 284, era fiel ao culto tradicional e se dizia restaurador da glória do passado romano. Por essa época, o Império passava uma grave crise interna com revoltas e guerras civis enquanto, nas fronteiras, crescia a pressão dos povos germânicos. As desordens enfraqueciam o poder imperial e favoreciam o renascimento das tradições romanas entre elas a do culto solar e da divindade do imperador. Qualquer questionamento às tradições era entendido como ato de traição. Assim, cristãos e judeus que se recusavam a sacrificar ao imperador eram vistos como ameaças ao Estado. Foi nesse contexto de ocorreu a grande perseguição aos cristãos ordenada por Diocleciano.

Com a renúncia de Diocleciano em 305, as leis persecutórias foram anuladas. No Oriente, a perseguição foi oficialmente encerrada em 30 de abril de 311 pelo Edito de Galério. O imperador seguinte, Constantino, encerrou definitivamente a perseguição com o Edito de Milão, de 13 de junho de 313.

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