Hoplitas da Grécia antiga: uma animação para mostrar na aula

24 de setembro de 2016

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Hoplita era o soldado de infantaria da Grécia Antiga. Composta por cidadãos-soldados, a falange hoplita foi a mais perfeita manifestação da sociedade grega clássica no campo de batalha. Um dos melhores soldados de infantaria do mundo antigo, os hoplitas dominaram os combates por séculos até serem suplantados pelos legionários romanos, melhor organizados.

Os hoplitas foram muito representados na cerâmica grega antiga, especialmente em cenas de combate. Para dar vida à essa representação, o projeto Panoply Vase Animation criou incríveis animações usando as figuras que decoram os vasos gregos. O projeto é assinado por Steve K. Simons, engenheiro de software e especialista em design multimédia e pela historiadora Sonya Nevin, doutorada em guerra grega antiga pela Universidade de Dublin e professora na Universidade de Roehampton, em Londres.

Veja e divirta-se com a animação Hoplitas!

Equipamento do hoplita

A palavra hoplita deriva de hóplon, o grande escudo levado pelo soldado. Era uma peça côncava, feita de madeira, pesando cerca de 8k. Era grande o suficiente para proteger o soldado do ombro até o joelho e, ao mesmo tempo, o lado direito de seu companheiro à esquerda. A falange hoplita formava assim uma parede de escudos atrás do qual os hoplitas golpeavam com suas lanças.

Hoplita em guerra

O hoplita levava mais de 20 kg de equipamento sendo o escudo a peça mais importante.

Por proteger dois soldados ao mesmo tempo, o escudo era considerado a parte mais importante do equipamento militar. Quando foi perguntado ao rei espartano Demaratos (séc. V a.C.) por que os homens são desonrados somente quando perdem seus escudos, mas não quando eles perdem sua couraça, sua resposta foi “porque os homens colocam a couraça para proteger a si mesmos, mas o escudo é para o bem comum de toda a linha”.

Os escudos traziam um emblema sendo o mais famoso o V invertido, usado pelo hoplita espartano. Outra figura comum nos escudos era a górgona, criatura mitológica que com serpentes na cabeça e cujo olhar tinha o poder de transforma em pedra todos que a fitassem.

Compunha ainda a panóplia (armadura) do hoplita: o capacete que protegia cabeça, face e pescoço, a couraça (peitoral), as caneleiras, a espada de 60 cm de comprimento e a lança de 2,5 m de comprimento. Muitos hoplitas carregavam ainda um punhal extra. Todas as peças eram feitas de bronze chegando a totalizar entre 25 e 30 kg de peso, uma carga considerável para homens que pesavam em média 68 kg.

Cada hoplita era responsável pela compra e manutenção de sua própria armadura. Daí a adesão na falange ficar restrita àqueles que podiam pagar tamanha despesa. Tamanho investimento conferia ao hoplita um certo prestígio na sociedade grega.

Os cidadãos-soldados

Os hiplotas eram, em primeiro lugar, cidadãos-soldados. Eram recrutados para lutar por seus próprios interesses, liberdade e terras. O combate era feroz mas curto e decisivo, afinal esses homens deveriam voltar logo para seus afazeres diários. Uma sociedade agrária não poderia dispensar seus homens para longas guerras pois precisa deles a tempo da colheita.

Atenas tinha um serviço militar obrigatório ao cidadão com 18-20 anos de idade. Porém, durante uma guerra poderia chamar todo cidadão até a idade de 60 anos. Outras cidades-estado seguiam uma política similar o que significa que os hoplitas não eram soldados profissionais em treinamento permanente.

Exceção à Esparta que tinha um exército profissional permanente. O cidadão espartano era um soldado a serviço do Estado e recebia treinamento da infância à vida adulta. Apenas depois dos 30 anos de idade estava liberado para o casamento e a vida política apenas. Mesmo casado, o cidadão espartano jantava e dormia com outros soldados. Passavam o tempo todo juntos, o que reforçava o companheirismo entre eles.

Algumas cidades dispunham de uma elite hoplita, chamada epilektoi, uma pequena unidade profissional. O mais famoso epilektoi foi o Batalhão Sagrado de Tebas, uma unidade composta por 150 pares que juravam defender seu parceiro até a morte.

Os hoplitas foram fundamentais para as vitórias gregas nas batalhas de Maratona (490 a.C.) e Platéias (497 a.C.) sobre os persas. A formação das falanges hoplitas continuaram com Alexandre, o Grande e só foram extintas sob o domínio romano.

Fonte

  • CARTWRIGHT, Mark. Hoplite. Ancient History Encyclopedia
  • Victor David Hanson, The Western Way of War: Infantry Battle in Classical Greece. University of California Press, 1989.
  • Panoply Vase Animation Project.

 

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maria luiza
maria luiza
2 anos atrás

excelente trabalho

SARA
2 anos atrás

mATERIAL MARAVILHOSO

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