A Chapada Diamantina e suas surpreendentes cidades históricas

25 de junho de 2017

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Uma das mais belas regiões do interior do Brasil, a Chapada Diamantina guarda um rico patrimônio histórico e cultural herdado da época da mineração de ouro e diamantes. O parque nacional, criado em 1985, com uma área de 152 mil hectares, abrange vinte e quatro municípios entre os quais Lençóis, Mucugê, Rio de Contas e Igatu, uma vila no município de Andaraí, foram tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). As quatro localidades são testemunhas de um passado de riqueza gerada pela exploração de ouro e diamantes na época colonial e imperial.

A história da mineração na Chapada Diamantina remonta a 1710 quando o bandeirante paulista Sebastião Pinheiro Raposo descobriu ouro na região que viria a ser Rio de Contas. A Vila Nova de Nossa Senhora do Livramento e Minas do Rio de Contas, fundada em 1745, logo prosperou atingindo de uma grande prosperidade econômica na segunda metade do século XVIII. Apesar do esgotamento do ouro a partir de 1800, Rio de Contas continuou sendo uma escala obrigatória no Caminho Real por onde passava todo o tráfego para o sudoeste da Bacia do Rio São Francisco.

Lençóis, Igatu, Mucugê e Rio de Contas na Chapada Diamantina

Lençóis, a 428 km de Salvador, é a porta de entrada da Chapada Diamantina. Dali chega-se a Igatu a 112km; até Mucugê, 22km, e daí até Rio de Contas, 125 km.

Na segunda metade do século XIX, ocorreu um novo surto econômico com a exploração de diamantes na região da chapada que atraiu garimpeiros e comerciantes de Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás e outras províncias. A descoberta de diamantes em Mucugê, em 1844 foi seguida pela de Igatu e Lençóis, em 1845. Em poucos anos, milhares de pessoas se concentravam nesses locais impulsionando o desenvolvimento de toda a região conhecida como “lavras diamantinas”. Lençóis, considerada a “capital das lavras”, tornou-se a maior produtora mundial de diamantes e a terceira cidade mais importante da Bahia.

As igrejas, capelas, sobrados e casarios históricos construídos na segunda metade do século XIX são testemunhas de uma época em que as famílias abastadas importavam artigos de luxo da Europa. Lençóis chegou a sediar um vice-consulado da França para facilitar o comércio com este país.

Entretanto, a descoberta de minas de diamantes na África do Sul (1865) e o esgotamento parcial dos solos da região levaram ao abandono do garimpo e do comércio. Ao iniciar o século XX, as cidades das lavras diamantinas já não ostentavam mais o esplendor de outrora e sua população reduzira-se pela metade.

Atualmente, integradas ao ecoturismo da Chapada Diamantina, Rio de Contas, Mucugê, Lençóis e Igatu servem de pouso aos milhares de turistas que visitam a região em busca das riquezas naturais e que acabam surpreendidos pela riqueza histórica que elas exibem com seus  belos casarios, sobrados, igrejas e capelas.

Conheça as cidades históricas da Chapada Diamantina clicando nos títulos abaixo

Rio de Contas, centro de mineração de ouro

Mugucê, a primeira lavra de diamantes

Lençóis, a “capital das lavras”

Igatu, a “Machu Picchu” baiana

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[…] da autora. Por volta de 1850, houve um novo surto de mineração diamantífera mas, dessa vez, na Chapada Diamantina, Bahia, a quase mil quilômetros ao norte da Diamantina mineira. Essa exploração, contudo, durou […]

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