10 casos reais de “fakes news” na história: por que, para que e para quem?

21 de outubro de 2018

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O que são notícias? A maioria responderia que notícia é o que está publicado nos jornais e revistas ou é apresentado nos telejornais. A notícia, contudo, não é um fato acontecido, mas sim o relato sobre ele. É um tipo de narrativa, a representação de um fato – e, como tal, pode conter verdade, meia verdade, distorção, ocultações, destaques e até mentiras. É um campo aberto à pesquisa histórica, em especial da história da comunicação.

Notícias falsas sempre existiram. Antes das tecnologias digitais, da circulação de jornais e até mesmo da alfabetização em massa, as notícias viajavam de boca em boca: disseminavam-se pelas ruas, mercados, cafés, tabernas, jardins públicos, salões privados na forma de mexericos e boatos e daí para versos, canções, cartas, pasquins chegando a panfletos, periódicos e livros (Darton, 1998). A vida sexual da realeza com conteúdo escandaloso sempre foi o assunto predileto dos mexericos:

Um vil cortesão põe essas infâmias em versos e, por intermédio dos lacaios, distribui-as nos mercados. A partir dos mercados, elas alcançam os artesãos, que por sua vez as transmitem de volta aos nobres que as compuseram e que, sem perder um minuto, vão às câmaras reais em Versalhes e sussurram de ouvido a ouvido num tom de consumada hipocrisia: “Você já leu? Aqui então. Isto é o que está circulando entre o povo de Paris” (Darton, 2005)

Os objetivos das notícias falsas eram (e ainda são) diversos. Servem para destruir a reputação de um poderoso, para influenciar uma eleição (como a escolha do papa), para fins comerciais (manchetes alarmistas ajudam a vender jornais), para promoção pessoal, para influenciar a opinião pública, para obter aliados ou cúmplices, para justificar uma guerra ou uma ação do governo.

Veja abaixo alguns casos exemplares de fake news na História.

10. Ódio aos imperadores (Império Bizantino, séc. VI)

O historiador bizantino Procópio de Cesarea cujas obras celebram o reinado de Justiniano I (527-565) escreveu uma História Secreta (Anekdota, em grego) contra seu patrono. A obra, guardada na Biblioteca Vaticana, só foi conhecida em 1623 mais de mil anos depois da morte do autor. O Anekdota conta histórias de veracidade duvidosa do imperador e sua esposa Teodora atribuindo-lhes crimes, adultério e perversões sexuais. Retrata Justiniano como um personagem brutal, venal, interesseiro e incompetente, e descreve Teodora como uma prostituta vulgar, ninfomaníaca, cruel e sem sentimentos maternos.

Procópio esperava que um dia o Anekdota chegaria ao conhecimento do público e restabeleceria o equilíbrio entre as obras oficiais que mostravam o casal imperial como piedoso e realizador de grandes feitos e a realidade diária desses personagens com quem tinha convivido.

9. Fake news na eleição do papa (Vaticano, 1522)

Pietro Aretino (1492-1556), um escritor sem escrúpulos que trabalhava a quem melhor pagasse, colocou-se a serviço do cardeal Júlio de Médici durante o conclave de 1522 para a eleição do novo papa. Compôs sonetos sarcásticos sobre todos os candidatos, exceto sobre o favorito de seu patrono.

Para que todos pudessem ler os versos satíricos e escandalosos contra a cúria, Aretino colava-os no busto de Pasquino, uma estátua antiga que ficava próximo da movimentada Piazza Navona. O nome da estátua batizou estes escritos de “pasquinadas”, o que deu origem ao termo “pasquim” para denominar o folheto ou jornal difamatório contra figuras públicas.

Aretino foi sarcástico até em seu epitáfio: “Aqui jaz Pietro Aretino, poeta toscano que de todos falava mal, menos de Deus, desculpando-se dizendo: não o conheço”

O século XVI foi pródigo em notícias falsas contra poderosos, mentiras disseminadas na forma de boatos ou em panfletos, como as pasquinadas, com o propósito de arruinar reputações ou desestabilizar um governo. O papa Alexandre VI (pontificado 1492-1503) e sua filha Lucrécia Bórgia (1480-1519) foram alvos de uma campanha tão ardilosa feita por seus inimigos que os historiadores têm dificuldade em separar o que foi verdade, meia verdade ou mentira. Da mesma maneira o rei espanhol Felipe II (1556-1598) foi alvo de uma notícia falsa – que havia sido morto por um tiro – com a intenção de sabotar seu governo.

8. Fake news assombrosos (França, séc. XVII)

A partir do século XVII ganha força, na França, os canards, panfletos satíricos ilustrados com xilogravuras (para quem não sabia ler) e vendidos ilegalmente. Eles traziam notícias sobre eventos maravilhosos, figuras monstruosas ou crimes terríveis – sempre inventados ou exagerados, apostando na ingenuidade e credulidade popular. Um panfleto de 1780 ganhou enorme popularidade: ele anunciava a captura de um monstro no Chile, levado à Espanha, que tinha a cabeça de uma Fúria (entidade infernal da mitologia grega), asas de morcego, corpo gigantesco coberto de escamas e rabo de dragão.

7. Fake news contra os poderosos (Inglaterra, séc. XVIII)

A produção de notícias falsas, meia-falsas e verdadeiras, mas comprometedoras, teve seu apogeu na Londres do século XVIII, quando os jornais aumentaram de circulação. Em 1788, a cidade possuía 10 jornais diários, 9 semanários e 8 mensais. As notícias consistiam em apenas um parágrafo.

Os “repórteres” recolhiam fofocas nos cafés, tabernas e praças e as levavam aos editores que eram também impressores. A “notícia” – sem qualquer investigação de veracidade ou de procedência – era inserida em alguma coluna onde havia espaço para compor a página.

Café em Londres.

As tabernas e cafés eram locais por excelência para recolher fofocas que alimentavam os jornais com “fake news”. Um café em Londres, gravura de c. 1705.

The Morning Post, fundado em 1772, foi um desses “jornais de parágrafos”. Trazia algumas notícias verdadeiras intercaladas de notícias falsas, nacionais e internacionais. Em 1780, o The Morning Post contratou como editor o reverendo William Jackson, ainda mais virulento e inescrupuloso na criação de notícias falsas. Ele ficou conhecido como “Dr. Víbora”.

Na edição de 13/12/1784, por exemplo, ele publicou um parágrafo sobre Maria Antonieta:

A rainha francesa tem predileção pelos ingleses. De fato, a maioria dos seus favoritos procede desse país, mas ninguém foi tão notoriamente preferido por ela como o senhor W. Sabe-se que esse cavaleiro chegou a Paris com sua carteira vazia e, no entanto, agora leva uma vida cheia de elegância, bom gosto e moda. Mantêm suas carruagens, seus uniformes e sua mesa de refeição sem economizar gastos e com todo esplendor.

6. Fake news contra a realeza (França, séc. XVIII)

O primeiro jornal diário francês, Le Journal de Paris, só apareceu em 1777, no início do reinado de Luís XVI. Não havia liberdade de expressão e qualquer crítica ao governo era severamente punida pela polícia. Mas os panfletos injuriosos e até mesmo obscenos continuavam circulando, fora da lei e por outros meios – oral, manuscrito e impresso – e em diversos ambientes. A degradação da monarquia era relatada em tom pesado: “O cetro tornou-se tão frouxo quanto o pênis real” (Darnton, 2005).

Assim como em Londres, os “repórteres” franceses recolhiam as “notícias” em bares, praças e nos bancos do Jardins de Luxemburgo e das Tulherias, e na “árvore de Cracóvia”, um frondoso castanheiro nos jardins do Palácio Real onde muitos boateiros se reuniam. As informações eram rabiscadas em pedaços de papel que eram trocados entre os “repórteres” ou deixados nos bancos para serem descobertos. A polícia reprimia essa circulação de “notícia” e os suspeitos tinham seus bolsos revistados; se algum rabisco fosse encontrado era prisão imediata.

A disseminação de calúnias, injúrias e difamação podia ter consequências desastrosas como a queda de ministérios e, certamente, contribuiu para o ódio patológico dos franceses contra Maria Antonieta, o que levou à sua execução em 16/10/1793.

Café em Paris.

Um café em Paris, gravura de 1713.

5. Fake news disfarçadas de ciência (EUA, 1835)

Em 25/08/1835, o jornal norte-americano New York Sun publicou a primeira de uma série de seis matérias anunciando a descoberta de vida na Lua. Afirmava que sua fonte eram artigos do Journal of Science, de Edimburgo, assinados pelo Dr. Andrew Grant. Este, por sua vez, baseava-se nos relatórios do célebre astrônomo britânico, John Herschel que, desde o ano anterior, estava na Cidade do Cabo, na África do Sul, trabalhando em um poderoso telescópio.

Segundo New York Sun, o astrônomo Herschel havia encontrado sinais de vida na Lua: animais fantásticos como unicórnios, castores peludos de duas pernas e, o mais incrível, humanoides alados que pareciam morcegos. Descrevia, também a geografia da Lua mencionando gigantescas crateras, montanhas de cristal de ametista, rochedos de ouro, enormes cachoeiras e vegetação exuberante.

Homens morcegos.

Os homens-morcego da Lua, ilustração da edição de 28/08/1835 do New York Sun.

As vendas do jornal aumentaram exponencialmente, de 8.000 para mais de 19.000 exemplares, tornando-se o diário mais vendido do mundo acima, inclusive, do Times de Londres. As supostas descobertas de Herschel atraíram o interesse de um comitê de cientistas de Yale que viajou até Nova York à procura dos artigos do jornal de Edimburgo. Jamais encontrariam, o Journal of Science havia encerrado suas atividades fazia anos e o Dr. Andrew Grant sequer existira.

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Os fantásticos relatórios foram inventados por Richard Adams Locke, o editor do New York Sun. O astrônomo John Herschel estava, de fato, trabalhando no telescópio da Cidade do Cabo, mas Locke sabia que levaria meses para sua fraude ser descoberta pois o único meio de comunicação era por carta e por via marítima.

Em 16/09/1835, o New York Sun admitiu a fraude, mas o público se divertiu com a história e as vendas do jornal não sofreram queda. O jornal continuou a existir até 1950.

4. Fake news sobre invasão de marcianos (EUA, 1938)

Na noite de 30/10/1938, a rádio norte-americana CBS deu um alarme apavorante: o país estava sendo invadido por marcianos. Orson Wells, o locutor desesperado, dizia que naves extraterrestres pousaram em Chicago e Saint Louis. A transmissão era acompanhada de sons horripilantes, pedidos de socorro, tosses convulsivas e gritaria de pessoas enlouquecidas que falavam de gases tóxicos.  A “notícia” atingiu, de imediato, cerca de um milhão de ouvinte da rádio e se disseminou como um rastilho de pólvora. O pânico tomou conta do país.

Parte dos ouvintes, porém, perdeu a parte inicial do programa que anunciava o lançamento de uma novela radiofônica inspirada no livro “A Guerra dos Mundos”, de H.G. Wells, uma ficção científica em que a terra é invadida por marcianos. E como trailer, a companhia teatral de Orson Wells, fez a encenação no estúdio. Até que o mal-entendido fosse desfeito, milhares de pessoas tentavam fugir de carro entupindo rodovias e implorando por máscaras de gás para a polícia.

A invasão de marcianos.

A invasão de marcianos, exemplo de uma “fake news” com intuito comercial, mas que causou pânico nos Estados Unidos.

3. Fake news a serviço do Estado (EUA, do século XIX até hoje)

Os Estados Unidos possuem uma longa tradição de mentiras de Estado que levaram a intervenções militares internacionais e a declarações de guerra, bem como serviram para reforçar o ideal ufanista e o patriotismo norte-americano e manipular a opinião pública a favor do governo.

Destacamos seis casos exemplares de fake news promovidas pelo governo dos Estados Unidos:  a Guerra contra Espanha (1898), a Guerra do Vietnã (1964-75), a intervenção na Nicarágua (1985), a Guerra do Golfo (1991), a declaração de George W. Bush na Assembleia Geral da ONU (2002) e o resgate da militar Jessica Lynch na Guerra do Iraque (2003). Veja no texto anexado abaixo.

Mentiras de Estado: fake news dos EUA = clique aqui.

2. Fake news para confundir o inimigo (II Guerra, 1939-45)

O oficial norte-americano George Patton já era um militar veterano quando lutou na II Guerra Mundial. Gozava de respeito e admiração até dos alemães que o consideravam uma figura central para qualquer plano de invasão dos Aliados na Europa. Assim, quando Patton foi chamado de volta à Inglaterra e mantido onze meses sem entrar em combate, os alemães ficaram alertas e ordenaram ao serviço de inteligência que descobrisse o que “O Velho”, apelido de Patton, estava fazendo.

Na verdade, nem Patton sabia o que estava acontecendo e teve que aceitar a missão que lhe designaram: treinar soldados inexperientes para o combate. Enquanto isso, os aliados faziam chegar notícias falsas aos nazistas: Patton estava em Dover (sudeste da Inglaterra) preparando a invasão dos Aliados contra os alemães. Os nazistas foram levados a crer que a invasão se daria a partir de Calais, cidade portuária francesa, do outro lado do Canal da Mancha, a 80 km de Dover. Para dar mais “veracidade” às (des)informações, os aliados montaram um cenário de guerra: tanques e aviões de guerra, movimentação de tropas armadas – tudo de mentira, com atores e equipamentos feitos de madeira, tecido e bambu.

Tanque inflável.

Tanque inflável usado pelo exército Aliado para enganar Hitler durante a guerra.

Os alemães concentraram todas suas forças em Calais e ali elas permaneceram inativas, pois a invasão aliada ocorreu bem mais ao sul, na Normandia, a uns 270 km em linha reta de Calais, em 6/06/1944, o célebre Dia D.

A operação Overlord, como foi chamada a Batalha da Normandia, utilizou de uma eficiente radiofonia que transmitia notícias falsas aos nazistas em campo de combate. Locutores ingleses passando-se por oficiais nazistas, enviavam ordens, em perfeito alemão, causando enormes confusões entre as tropas em terra e os caças da Luftwaffe.

 1. Fake news na campanha presidencial (EUA, 2016)

“Agente do FBI que suspeitou dos e-mails de Hillary é encontrado morto”, “O Papa apoia Donald Trump”, “Hillary Clinton patrocina uma rede de pedofilia de uma pizzaria” – essas e outras notícias falsas contaminaram as mídias digitais dos Estados Unidos durante a campanha presidencial de 2016.

As fake news foram, em grande parte, criadas por Paul Horner, um escritor, comediante e colaborador de sites dedicados a difundir rumores sem apuração e de vender qualquer coisa com títulos chamativos. A personalidade de Donald Trump, também ajudou na proliferação das fake news. Em uma entrevista ao jornal Washington Post, pouco antes de morrer, Paul Horner revelou: “Ele só falava aquilo que queria, e as pessoas acreditavam, e quando as coisas que ele falava se mostraram falsas, ninguém se importava mais porque já haviam aceitado aquilo. Isso é realmente assustador. Eu nunca vi nada igual”.

Balanço da campanha presidencial de 2016, revela que em apenas dois meses, entre setembro e novembro de 2016, Donald Trump falou 560 mentiras. Cada palavra dita pelo presidente eleito foi examinada por um jornalista. Cerca de 20 vezes por dia, o magnata do setor imobiliário divulgava declarações falsas, de preferência também através de seu meio favorito de comunicação, o Twitter.

As fake news vinham de sites comerciais ou de hackers que querem impulsionar cliques (e, portanto, ganhar dinheiro, via publicidade). Outras eram veiculadas pela mídia de extrema-direita como as russas Sputnik e Rússia Today (RT) e a francesa Fdesouche, conhecidas por manipular informações.

Conclusão

Os sistemas de comunicação sempre moldaram os acontecimentos e a opinião pública. As tecnologias digitais, contudo, trouxeram uma outra ferramenta, ainda mais poderosa: levar a notícia diretamente ao indivíduo, por meio de sua rede de afetos (familiares, amigos e conhecidos) o que garante à notícia, uma aparência de verdade. “Se as pessoas que eu gosto estão compartilhando isso, deve ser verdadeiro, afinal por que mentiriam para mim?

As informações obtidas nas redes sociais são valiosas para as agências de marketing e para os centros de inteligência. Os posts que alguém clica, comenta e/ou compartilha indicam as preferências do usuário: os temas ou conteúdos que o impressionam, aquilo que ele pensa e preza, aquilo que repudia – seus valores, enfim.  De posse dessas informações, pode-se levantar os perfis ideais para vender um shampoo ou para levar votos a um candidato. Mais ainda: essas informações podem ajudar a criar um falso líder que diz à população aquilo que ela quer ouvir.

As fake news se valem de fotografias – a imagem goza de uma forte credibilidade por sua verossimilhança com o real. Porém, manipular e criar imagens é recurso conhecido desde a invenção da fotografia e facilmente identificável.

Montagem publicada no Twitter

Montagem publicada no Twitter em fevereiro de 2017 por um líder antimuçulmano que coloca um rival político, Alexander Pechtold, em uma manifestação a favor da imposição da lei islâmica na Holanda. A foto real, sem manipulação, é a da direita.

A novidade agora é criar ou manipular vídeos com conteúdo totalmente convincente que mostram eventos que nunca aconteceram – criados com tanta eficiência que até os especialistas terão dificuldade para provar que são falsos. Vídeos podem ter seu fundo trocado para mostrar outro cenário, podem ser dublados com vozes idênticas às originais e colocar em suas bocas frases ou palavras nunca ditas.

Um vídeo falso pode mostrar um líder político defendendo o contrário do que defende, mostrar um lance de futebol que nunca aconteceu, ou destruir a voz de um cantor e acabar com sua reputação.

A única maneira de se defender das fake news é o conhecimento e a capacidade de análise e crítica. É checar informações e fontes. Confrontar notícias similares em sites nacionais e internacionais que tenham credibilidade. É perguntar: qual a intenção dessa notícia? Para quem é destinada? Que efeitos ela pode causar? A quem interessa divulgar isso?

Fonte

  • DARTON, Robert. Os best-sellers proibidos da França pré-revolucionária. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.
  • _______. As notícias em Paris: uma pioneira sociedade da informação. In DARTON, Robert. Os dentes falsos de George Washington. São Paulo: Companhia das Letras, 2005.
  • _______. O diabo na água benta. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.
  • Noticiário da guerra de mentira. Espaço científico e cultural.
  • RAMONET, Ignacio. Mentiras de Estado. Le Monde Diplomatique Brasil. 1 jul 2003.
  • STONE, Oliver e KUZNICK. A história não contada dos Estados Unidos. Faro Editorial, 2015.
  • MACDONALD, Fiona. Os segredos psicológicos usados pelos britânicos para ajudar a vencer a Segunda Guerra Mundial. BBC News Brasil. 15 jan 2017.
  • Contos do céu. Página sobre a Segunda Guerra mantida por Joaquim Augusto Domingues.

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