27 artigos para a Semana de Consciência Negra (e para todo o ano letivo)

11 de novembro de 2019

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O Dia Nacional da Consciência Negra, 20 de novembro, integra o calendário oficial brasileiro desde 2003, com a publicação da lei 10.639, junto com a primeira alteração feita nas LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação) para tornar obrigatório o estudo da história e da cultura afro-brasileira em toda a rede de ensino no Brasil.

Cinco anos depois, foi publicada a lei 11.645/2008, para contemplar também o estudo dos povos indígenas nos currículos escolares de todo o País.

Não foi à toa que a instituição do Dia da Consciência Negra se deu no interior da LDB. Porque é justamente na educação que reside o esforço e a esperança em rompermos e superarmos séculos de discriminações e preconceitos perversamente arraigados na formação cultural da sociedade brasileira. Uma sociedade formada por maioria de negros. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população negra e a autoidentificada como parda somam 54% do povo brasileiro.

Portanto, o Dia da Consciência negra não se limita a uma data que não é comemorativa, mas de reflexão contra o preconceito e a discriminação racial. Para além do dia 20 de novembro, este dia diz respeito à ressignificação e valorização cultural das matrizes africanas que formam a diversidade cultural brasileira. Diz respeito também, à valorização da história e da cultura africana.

Para contribuir com esse trabalho de reflexão e de conhecimento, listamos a seguir 26 artigos do site para trabalhar essas questões em sala de aula durante todo ano letivo.

ESCRAVIDÃO NO BRASIL

 1. “Negrinha”, de Monteiro Lobato, um conto para discutir o preconceito e o racismo.  Um conto escrito em 1920 que expõe os bastidores da sociedade patriarcal, o racismo e o preconceito no cotidiano da classe média. Uma forte crítica à mentalidade escravocrata brasileira que persistia três décadas depois da abolição.  Texto com atividades.

2. Famílias escravas no Brasil oitocentista.   A partir da aquarela de Rugendas, “Habitação de Negros” (1827-35), o artigo explora a moradia, o casamento, a família e as relações de parentesco dos escravos no Brasil nos séculos XVIII e XIX. Permite o download do esboço da aquarela para ser colorido e trabalhado em aula. Acompanha sugestão de atividades.

3.  Jogo de memória: fotos antigas de escravos e libertosSão 52 fotografias do século XIX e início do XX de homens, mulheres e crianças, na maioria negros e mestiços na condição de escravos, libertos e livres. O aluno é desafiado a identificar os pares semelhantes, mas não idênticos, observando o segmento social representado, o contexto e o tema. Ao final do jogo, testes para verificar o aprendizado.

4. Francisco Félix de Souza: brasileiro, mestiço e traficante de escravos na África A história do traficante de escravos, Francisco Félix de Souza, apelidado de Chachá, nascido em Salvador, Bahia, e considerado o homem mais rico e influente da África Ocidental entre 1800 e 1850. Sua trajetória entrelaça-se com a Conjuração Baiana e a Revolta dos Malês.

5. A família no Brasil colonial.  Reflexão sobre o que é família, o modelo patriarcal, outros modelos de família na história do Brasil e a família de escravos.

6. Um “barão do café” fora dos padrões: ele era negro.  O mineiro Francisco Paulo de Almeida, Barão de Guaraciaba acumulou um enorme patrimônio em fazendas no Vale do Paraíba fluminense, bancos em Minas Gerais e palacetes na Corte. Recebeu título de nobreza, frequentava a corte e era proprietário de centenas de escravos.

7. Uma deusa africana descoberta no Rio Grande do Sul.  Uma escultura da deusa Nimba, peça importante nos rituais africanos, foi (re)encontrada em Santo Ângelo, no RS, mostrando que os escravizados mesmo cristianizados à força preservavam seus ritos ancestrais.

ESCRAVIDÃO E RACISMO NA HISTÓRIA

 8. Racismo: uma história (documentário em 3 episódios da BBC).  Um trabalho de peso da BBC que explora o impacto do racismo em escala global. Traça a cronologia do racismo do século XVI aos dias de hoje. Examina as mudanças na percepção de raça e na história do racismo na Europa, nas Américas, na Austrália e na Ásia.

9. A rota do escravo – documentário.  Um panorama histórico da escravidão, desde o início da Era Cristã com o comércio de escravos pela rota transaariana em direção ao mar Vermelho e Oceano Índico, até o grande comércio para as Américas. O artigo traz dois vídeos do mesmo documentário: um de 10 min e outro de 35 min.

10. Lugares de memória da escravidão na África, Caribe e Brasil.  Monumentos e construções históricas relacionados à escravidão: Benin, Gana, Senegal, Serra Leoa, Zanzibar (Tanzânia), Barbados, Curaçao, Haiti, Jamaica, Martinica, Granada e Brasil. Lugares que marcaram a história dramática de gerações de africanos escravizados.

11. “Uma lição de vida”, um filme inspirador.   Baseado em fatos reais, conta a história de um queniano que lutou para aprender a ler e a escrever aos 84 anos e as tensões que isso gera pelas rivalidades étnicas locais, pelo preconceito das famílias dos alunos, pelo oportunismo das autoridades.

12. Dia Internacional para a Abolição da Escravatura.  O artigo aborda as formas contemporâneas de escravidão: trabalho forçado, trabalho infantil, tráfico de pessoas, casamento forçado etc.

HISTÓRIA E CULTURA AFRICANA

 13. Mulheres africanas: rainhas, guerreiras e líderes espirituais.   O artigo apresenta 14 mulheres africanas, da Antiguidade até o século XX, iniciando pelo Egito fararônico e daí para Sabá, Kusch, Nigéria, Angola, Axânti, Madagascar, povos berberes, Zulu, Zimbabué e as guerreiras de Daomé.

14. O que você sabe sobre África Antiga e Pré-Colonial?.   Um teste com 14 perguntas e respostas imediatas comentadas sobre a África Antiga e Pré-colonial: a descoberta de Lucy, Egito antigo, civilizações de Kush, Méroe e Axum, reinos de Gana e Mali etc.

15. Máscaras africanas: beleza, magia e importância. (Para recortar e colorir)O tema permite um trabalho interdisciplinar de História e Arte. Máscaras de diversas etnias africanas são descritas, identificadas e contextualizadas no seu uso e significado. O artigo traz vídeo de ritual com máscara e link para download de 10 máscaras para serem recortadas e coloridas pelos alunos.

 16. Jogo de memória: máscaras africanas. São 34 máscaras de 18 povos africanos que desafiam o aluno a identificar os pares semelhantes, mas não idênticos. Isso instiga o jogador a observar características comuns entre as máscaras (estilo, material, forma, cores etc.) que distinguem as etnias africanas. Ao final do jogo, são apresentados testes para verificar o aprendizado.

17. “Ubuntu”, o que a África tem a nos ensinar. Ubuntu é uma palavra da língua zulu e xhosa, da África do Sul, que exprime um conceito moral, uma filosofia, um modo de viver oposto ao individualismo tão comuns em nossa sociedade capitalista.

18. Bronzes de Benin: arte africana com domínio da tecnologia.  Quando, em 1486, os portugueses tomaram contato com Benin, a cidade iorubá, este povo do oeste da África já tinha uma tradição na metalurgia do bronze de cerca de quatrocentos anos. Benin tornou-se um importante centro mercantil e fornecedor de escravos para a América mantendo essa posição até o século XIX. Em 1897, os ingleses tomaram a cidade, a pilharam e incendiaram. O espólio de guerra ao chegar em Londres maravilhou os colecionadores e lotou os museus europeus.

19. Reino núbio de Kush (vídeo).  A Núbia, ao sul do Egito, foi terra de uma população negra, de língua e origem étnica diferente dos egípcios e chamada, por estes, de Kush (ou Cuxe). Ali surgiu o reino de Kerma que acabou sendo conquistado pelo Egito entre 1500 e 1070 a.C. No século VIII a.C., a situação se inverteu, e Kush governou o Egito. Foi a época dos Faraós Negros.

20. Reino núbio de Kush: período Meroíta (vídeo).   Quase mil anos da história do reino de Kush, de 600 a.C. a 350 d.C.:  suas riquezas arquitetônicas, a influência egípcia, a realeza meroíta, as rainhas negras Candaces, o confronto com as legiões romanas e suas relações com Roma Imperial.

21. Reino de Gana, o país do ouro (vídeo).  A África anterior à exploração europeia, população, etnias, línguas. O surgimento do reino de Gana sob domínio do povo soninquê, no século VII até seu declínio no século XI. As fabulosas minas de ouro de Gana.

22. Reino islâmico de Mali (vídeo).  No século XIII, Mali absorveu os domínios do antigo reino de Gana estendendo-os para formar o um império mais rico de seu tempo. A história de Sundiata, o príncipe Leão e de Mansa Kanku Mussá. A importância de Tombuctu como ponto de comércio transaariano. Declínio de Mali no final do século XIV.

23. Ascensão e queda do Império africano de Songhai.  Os songhai unificaram grande parte do Sudão e, no século VIII fundaram Gao, a capital do Estado songhai e de um poderoso império.

24. Rotas transaarianas: o intenso comércio através do deserto do Saara. O comércio que ligava floresta, costa, norte da África e daí chegando à Europa abastecendo Roma Imperial e, depois, as cidades italianas durante a Idade Média com marfim, ouro e escravos.

25. Nzinga, a rainha negra que combateu os traficantes portugueses (Parte 1)A ascensão dessa líder guerreira em terras angolanas e seu confronto com os portugueses traficantes de escravos a partir de 1621. O que se sabe sobre Nzinga e suas estratégias para impedir os portugueses de penetrarem no continente africano.

26. Nzinga abre guerra contra os portugueses (Parte 2).  Nzinga mandou fechar as feitorias que forneciam escravos aos portugueses, libertou muitos cativos e impôs mudanças nas rotas de escravos. Em 1624, abriu guerra contra os portugueses e passou a negociar com os holandeses. Os conflitos só chegaram ao fim trinta anos depois.

27. Shaka, o genial guerreiro que fundou o Império ZuluEntre os séculos XVIII e XIX, na África austral, os zulu fundaram um império que se tornou uma potência hegemônica que enfrentou os colonizadores ingleses e holandeses.

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