22 filmes sobre o Brasil dos anos 1930 a 1954

20 de julho de 2015

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O período de 1930 a 1954 foi profundamente marcado pela política e carisma de Getúlio Vargas, que inspirou muitos filmes e documentários. Mas o período foi, também, de grandes transformações no país: urbanização acelerada, expansão da industrialização, aumento da escolarização (apesar do analfabetismo continuar muito elevado), difusão do rádio como fenômeno de massa, inauguração da televisão (TV Tupi, São Paulo, 1950), afirmação da música popular brasileira (foi a fase de ouro do samba urbano) e da produção cinematográfica.

O alinhamento com os Estados Unidos influenciou nos costumes e trouxe novo padrão de consumo nas grandes cidades. Havia um clima de esperança, de superação dos problemas sociais, do atraso econômico e cultural. Alguns eventos sinalizavam a modernização do país entre eles, a inauguração da Primeira Bienal de Artes Plásticas de São Paulo (1951), a criação da Petrobrás (1953), a premiação do filme O Cangaceiro, de Lima Barreto, no Festival de Cannes (1953) e o sucesso internacional de Carmem Miranda em Hollywood e na Broadway. O suicídio de Getúlio Vargas, em agosto de 1954 estancou, por um momento, o otimismo nacional provocando enorme comoção popular.

A lista abaixo procurou contemplar os diversos aspectos dos anos de 1930 a 1954. Boa parte das sinopses foram extraídas do catálogo da Cinemateca Brasileira.

Obs.: Os filmes indicados no YouTube podem ter sido retirados por questão de direitos autorais. Neste caso, é necessário refazer a busca na Internet. Filmes mais recentes podem ser encontrados em locadoras, cineclubes e na Netflix.

01 – Revolução de 30

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“Revolução de 30”, Silvio back, 1980.

Documentário que reúne mais de trinta documentários e filmes de ficção, fotografias e registros sonoros mostrando os momentos que antecederam o conflito, seu desenrolar e consequências. Seu fio condutor é o documentário “Pátria Redimida”, realizado na época por João Batista Groff com cenas filmadas em zonas de combate: Itararé, Ribeira e Catinguá. Inclui comentários críticos de Boris Fausto, Edgar Carone e Paulo Sérgio Pinheiro. A trilha sonora traz antigas gravações de discursos e músicas do período, algumas compostas especialmente para celebrar a revolução: hinos a João Pessoa, a Miguel Costa e Juarez Távora. Direção de Sylvio Back. Brasil, 1980. Clique aqui

02 – O velho, a história de Luiz Carlos Prestes

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“O velho”, Toni Venturi, 1997.

Documentário sobre a vida e a militância do líder comunista brasileiro desde a sua educação militar, passando pelo tenentismo, formação da Coluna, governo Vargas, ditadura militar, exílio, abertura política e seu retorno com a anistia chegando à participação, já idoso, nas manifestações operárias dos anos 1980. Dois vídeos históricos abrem o documentário: um de 1989 sobre a queda do Muro de Berlim e outro de 1917 sobre a Revolução Russa. A trajetória de Prestes é feita por meio de fotos e filmes de época, depoimentos dos filhos, descendentes de líderes tenentistas, políticos e do próprio Prestes (tomado em novembro de 1985).  A narração de Paulo José faz a conexão do rico acervo documental apresentado pelo documentário.

Direção de Toni Venturi. Brasil, 1997. Clique aqui

03 – Adágio ao Sol

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“Adágio ao Sol”, Xavier de Oliveira, 2000.

No início dos anos 1930, numa fazenda de café no interior de São Paulo, Júlio (Cláudio Marzo), Angélica (Rossana Ghessa) e Álvaro (Marcelo Moraes) vivem um intenso triângulo amoroso, tendo como pano de fundo a crise do café, a tomada do poder por Getúlio Vargas e a revolução constitucionalista de 1932 na qual Álvaro se alista. Uma curiosidade: para as cenas de multidão, nos momentos pré-revolucionários, o diretor teve o apoio da população da cidade de Casa Branca, SP que foi devidamente caracterizada conforme a moda da época.

Direção de Xavier de Oliveira. Brasil, 2000. Clique aqui

04 – Soldado de Deus

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“Soldado de Deus”, Sérgio Sanz. 2004.

Documentário sobre o Integralismo e seu principal mentor, Plínio Salgado que mobilizou cerca de 1 milhão de pessoas e teve 500 mil filiados, constituindo o primeiro partido de massas do Brasil. Traz o testemunho daqueles que ajudaram a sua formação e, ocasionalmente, deixaram de defender seus princípios e práticas bem como daqueles que sempre o criticaram, além de pesquisadores entre eles Anita Prestes, Gerardo Melo Mourão, Antônio Carlos Vilaça, Leandro Konder, Muniz Sodré entre outros pensadores e pesquisadores. Narração de Nelson Xavier.

Direção de Sérgio Sanz. Brasil, 2004. Clique aqui (parte 3).

05 – Memórias do Cárcere

Reconstitui os dez meses, entre 1936 e 1937, em que o escritor Graciliano Ramos (Carlos Vereza) ficou preso na Ilha Grande, RJ, acusado de participação na Intentona Comunista. Inicialmente, a prisão lhe parece um intervalo para se libertar da vida enfadonha com a mulher, o emprego público e o provincianismo de sua cidade, Maceió, onde era diretor da Instrução Pública de Alagoas. A crueldade do que vê na prisão é suportada pela dedicação à literatura, enquanto sua esposa (Glória Pires) e um advogado procuram meios para libertá-lo. Os prisioneiros o tratam com carinho pois querem “sair no livro” que, no entanto, só será publicado em 1953, após sua morte, com o nome “Memórias do Cárcere”. Consagrado no Festival de Cannes de 1984, o filme foi realizado com um elenco de 120 atores e 2.000 figurantes

Direção de Nelson Pereira dos Santos. Brasil, 1984. Clique aqui

06 – Aleluia, Gretchen

Ficção que conta a história de uma família de imigrantes alemães que, em 1937, por perseguição ao pai, o professor Ross (Sérgio Hingst) foge do nazismo e vem radicar-se numa cidade no interior do Paraná onde compram um hotel. Quando começa a guerra, a mãe, Frau Kranz (Míriam Pires), que continua admiradora do nazismo, permite que o filho volte à Alemanha para lutar na guerra.  Membros da família envolvem-se com o integralismo e com os espiões da 5ª coluna. Na década de 1950 são visitados por ex-oficiais da SS nazista em trânsito para a Argentina e a intromissão faz reviver episódios aparentemente sepultados com o fim da guerra.

Direção de Sylvio Back. Brasil, 1977. Clique aqui

07 – Olga

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“Olga”, Jaime Monjardim, 2004.

 

A trajetória de Olga Benário (Camila Morgado) e Luís Carlos Prestes (Caco Ciocler) na época da ditadura de Getúlio Vargas (Osmar Prado) até a prisão de ambos ordenada por Filinto Müller (Floriano Peixoto), acusados de organizar a Intentona Comunista de 1935. Por sua origem alemã e judia, Olga é deportada para a Alemanha onde morre na câmara de gás no campo de concentração de Ravensbrück, deixando sua filha recém-nascida Anita Leocádia.

Direção de Jaime Monjardim. Brasil, 2004. Clique aqui (trailer).

08 – O mundo em que Getúlio viveu

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“O mundo em que Getúlio viveu”, Jorge Ileli, 1963.

Documentário sobre a vida e a época de Getúlio Vargas com narração de Armando Bogus. Rememora o início do século XX, a belle époque, os voos experimentais de Santos Dumont, a I Guerra Mundial, a ascensão do fascismo e nazismo, a II Guerra Mundial, a revolução espanhola, o peronismo na Argentina em paralelo à trajetória e carreira de Vargas até o suicídio.

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Direção de Jorge Ileli. Brasil, 1963.

 

09 – Getúlio Vargas

Documentário que mostra os fatos que marcaram a vida e carreira de Vargas, o cotidiano da época e o suicídio que gerou controvérsias e uma gigantesca comoção social. Com narração de Paulo César Pereio, o documentário utiliza cinejornais produzidos pelo DIP e pela Agência Nacional, fotos de época, discos, discursos de Vargas e textos de literatura de cordel.

Direção de Ana Carolina Teixeira Soares. Brasil, 1974. Clique aqui

10 – Getúlio

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“Getúlio”, João Jardim, 2014.

Drama biográfico que percorre a intimidade de Getúlio Vargas (Tony Ramos), então presidente do Brasil, em seus 19 últimos dias de vida, em agosto de 1954. Isolado no Palácio do Catete com a mulher Darcy Vargas (Clarice Abujamra) e a filha Alzira Vargas (Drica Moraes), ele sofre as pressões políticas decorrentes da acusação de que teria ordenado Gregório Fortunato (Thiago Justino) assassinar o jornalista Carlos Lacerda (Alexandre Borges).  O filme foi inteiramente rodado no interior do Palácio do Catete, RJ, sede da Presidência na época, atual Museu da República.

Direção de João Jardim. Brasil, 2014. Clique aqui

11 – Lost Zweig

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“Lost Zweig”, Sylvio Back, 2003.

Revive a vida, em Petrópolis, RJ, do escritor austríaco Stefan Zweig (Rüdiger Vogler) autor do célebre livro “Brasil, país do futuro”, e de sua jovem esposa Lotte (Ruth Rieser) que, num pacto até hoje cercado de mistério, decidem suicidar-se na semana seguinte ao carnaval de 1942. O filme, inteiramente falado em inglês, é baseado na obra “Morte no paraíso, a tragédia de Stefan Zweig”, de Alberto Dines.

Direção de Sylvio Back. Brasil, 2003. Clique aqui

12 – Villa Lobos, uma vida de paixão

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“Villa Lobos, uma vida de paixão”, Zelito Viana, 2000.

Relata a vida de Heitor Villa-Lobos (Marcos Palmeira e Antônio Fagundes), o mais importante compositor do Brasil e reconhecido internacionalmente.  A história inicia com Villa-Lobos já velho com sua esposa Arminda (Mindinha, interpretada por Letícia Spiller), saindo para um concerto no Teatro Municipal onde seria homenageado. Durante o concerto são evocadas lembranças de sua vida desde a infância, passando por sua participação na Semana de Arte Moderna até a criação de um amplo projeto educacional, chamado “música e criança”, aprovado pelo presidente Getúlio Vargas (Carlos Ferreira) que lhe concede a regência de um concerto para grande público.

Direção de Zelito Viana. Brasil, 2000. Clique aqui (trailer).

13 – Rádio Auriverde, a FEB na Itália

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“Rádio Auriverde”, Sylvio Back,1991.

Documentário sobre a participação da FEB na II Guerra Mundial que causou enorme crítica entre dezenas de ex-combatentes da FEB que manifestaram seu repúdio à película pelo tom debochado e irônico, considerado uma afronta à memória daqueles que tombaram no campo de batalha. Fazendo uma colagem de cinejornais da Us Army e Us Signal Corps, ambos dos EUA, e do Cine Jornal Brasileiro, produzido pelo DIP, durante o Estado Novo, o filme destaca que a FEB não passou de moeda de troca nas negociações do Brasil com os EUA para a construção da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN).

Direção de Sylvio Back. Brasil, 1991. Clique aqui (trailer).

14 – Senta a Pua

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“Senta a Pua”, Erik de Castro,1999.

Documentário que reúne entrevistas, fotos e ilustrações para contar a história do Primeiro Grupo de Aviação de Caça do Brasil, que no dia 6 de outubro de 1944 desembarcou no porto de Livorno, na Itália para participar da Segunda Guerra Mundial. Fazia parte do grupo 466 pessoas sendo 49 pilotos e 417 homens de apoio. A saga é relatada pelos próprios pilotos reunindo 23 depoimentos, imagens de arquivo e ilustrações digitais.

Direção Erik de Castro. Brasil, 1999.  Clique aqui

15 – For All, o trampolim da vitória

“For All”, Luiz Carlos Lacerda e Buza Ferraz, 1997.

Romance cômico, ambientado na cidade de Natal, RN, em 1943, onde os Estados Unidos construíram a base militar de Parnamirim Field. A presença de soldados americanos altera a estabilidade das famílias locais trazendo não somente dólares e eletrodomésticos, mas também o glamour de uma cultura de Hollywood, a música das grandes bandas. Neste contexto, a história se desenrola em torno de uma família de classe média, os Sandrini, que são abalados pelas novas circunstâncias: amores inesperados, reflexos de intrigas políticas, desafios aos preconceitos e testes para a coragem. Foi feita uma reconstituição primorosa da cidade de Natal e usaram-se resquícios da base de Parnamirim Field para a locação de diversas cenas, como a sessão de cinema que abre o filme e as aulas do professor João Marreco.

Direção de Luiz Carlos Lacerda e Buza Ferraz. Brasil 1997. Clique aqui

16 – Estrada 47

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“Estrada 47”, Vicente Ferraz, 2013.

Baseado em fatos reais e com uma produção primorosa, o filme mostra o drama dos soldados brasileiros, em sua maioria despreparados para o combate tendo que aprender na prática a lutar pela sobrevivência na guerra. Depois de sofrerem um ataque de pânico coletivo, no sopé do Monte Castelo, os soldados Guimarães (Daniel de Oliveira), Tenente (Júlio Andrade), Piauí (Francisco Gaspar) e Laurindo (Thogum) tentam descer a montanha, mas acabam se perdendo uns do outros.

Direção de Vicente Ferraz, 2013. Clique aqui

17 – Vidas secas

Baseado no livro homônimo de Graciliano Ramos, conta a história de uma família de retirantes composta por Fabiano (Átila Iório), Sinhá Vitória (Maria Ribeiro), os dois filhos e a cachorra Baleia. Em 1941, pressionados pela seca, eles atravessam o sertão nordestino em busca de meios para sobreviver. Chegam a um casebre abandonado nas terras do fazendeiro Miguel (Jofre Soares). A chuva volta a cair e recupera os pastos. Fabiano trabalha de vaqueiro para o fazendeiro e a família sonha em melhorar de vida. Mas, ao final do primeiro ano de muito trabalho e dificuldades, a miséria da família persista e nova seca se aproxima para assolar o sertão.

Com locações feitas em Minador do Negrão e Palmeira dos Índios, no sertão de Alagoas, Vidas Secas é um filme representativo do movimento chamado de Cinema Novo, que abordava problemas sociais do Brasil.

Direção de Nelson Pereira dos Santos. Brasil, 1963. Clique aqui

18 – Assim era a Atlântida

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“Assim era a Atlântida”, Carlos Manga, 1974.

Documentário sobre os filmes produzidos pela Atlântida Cinematográfica com cenas de chanchadas, paródias e policiais. As imagens são intercaladas por depoimentos de atrizes e atores que rememoram suas trajetórias na companhia. Fundada em 1941, no Rio de Janeiro, a Atlântida foi a mais bem-sucedida empresa cinematográfica do Brasil chegando a produzir um total de 66 filmes, até o término de suas atividades, em 1962.  A chanchada, o gênero mais popular que misturava musical com humor ingênuo e burlesco, lançou artistas como Grande Otelo, Oscarito, Zé Trindade, Cyl Farney, Eliana Macedo, Julie Bardot e Fada Santoro.

Direção de Carlos Manga. Brasil, 1974. Clique aqui

19 – Alô amigos (Saludos amigos)

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“Alô amigos”, Disney, 1942.

Desenho animado criado para promover a Política de Boa Vizinhança e que reúne quatro animações representando um país sul-americano: “Lago Titicaca” (Peru), “Pedro” (Chile), “O Gaúcho Pateta” (Argentina) e “Aquarela do Brasil” (Brasil). Foi o primeiro filme a ter atores reais e personagens de animação contracenando juntos. Lançou o personagem Zé Carioca, um papagaio malandro e simpático que representava, na visão norte-americana, o Brasil e sua gente. Com músicas de Ari Barroso (Aquarela do Brasil) e de Zequinha de Abreu (Tico-tico no fubá) mostra a beleza exótica do Brasil com fauna e flora nem sempre corretas pois inclui flamingos e uma bananeira em que o cacho de bananas nasce de ponta-cabeça.

Estúdios Disney. Estados Unidos, 1942. Clique aqui

20 – Você já foi à Bahia? (The three caballeros).

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“Você já foi à Bahia?”, Disney,1944.

O Pato Donald recebe uma grande caixa no dia de seu aniversário, trazendo três presentes. O primeiro traz um projetor de cinema, contendo um filme sobre aves da América do Sul. O segundo contém um livro sobre o Brasil, que o leva à Bahia ao lado de Zé Carioca. O terceiro tem uma piñata, acompanhada de Panchito, um galo vermelho mexicano. Os personagens fazem uma jornada musical da Antártica ao Brasil e depois até o México. A trilha sonora inclui músicas de Ari Barroso (Na baixa do sapateiro e Os quindins de Iaiá), Dorival Caymmi (Você já foi à Bahia?) e João de Barro (Pregões carioca) e Benedito Lacerda (Pandeiro e flauta).

Estúdios Disney. Estados Unidos, 1944. Clique aqui (em espanhol).

21 – Banana da Terra

O único segmento que restou do filme no qual Carmem Miranda canta O que é que a baiana tem? Foi a primeira vez que ela apareceu vestida de baiana em um filme. Os americanos ainda não tinham descoberto Carmem Miranda. O filme trazia figuras populares da época como Oscarito, Aurora Miranda, Dircinha Batista, Linda Batista, Almirante, Jorge Murad e Emilinha Borba.

Direção de João de Barros. Brasil, 1938. Clique aqui

22 – Copacabana

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“Copacabana”, Alfred E. Green, 1947.

Comédia musical com Carmem Miranda e o Groucho Marx, comediante americano, célebre como um dos mestres do humor. As locações foram feitas no Club Copacabana, famosa casa de espetáculos em Nova York. Carmen Miranda se tornou uma grande estrela de Hollywood. Estreou em Serenata Tropical (Down Argentine Way, direção de Irving Cummings, 1940), Uma noite no Rio (That night in Rio, direção de Irving Cummings, 1941), Minha secretária brasileira (Srpingtime in the Rockies, direção de Irving Cummings, 1942), Entre a Loura e a Morena (The Gang’s all here, direção de Busby Berkeley, 1940), Romance carioca (Nancy goes to Rio, direção de Robert Z. Leonard, 1950) entre outros filmes. É, até hoje a única latino-americana a ter a marca de suas mãos e plataformas gravada na Calçada da Fama no Teatro Chinês de Los Angeles.

Direção de Alfred E. Green. Estados Unidos, 1947. Clique aqui

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[…] e a tortura em plena euforia do “milagre econômico” inspiraram muitos documentários e filmes baseados em fatos reais. Selecionamos os mais […]

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[…] carioca) e Benedito Lacerda (Pandeiro e flauta). Estúdios Disney. Estados Unidos, 1944.  Fonte: https://ensinarhistoriajoelza.com.br/22-filmes-sobre-o-brasil-dos-anos-1930-a-1954/ – Blog: Ensinar História – Joelza Ester […]

Caroline Francisca
Caroline Francisca
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