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12 lugares de memória da escravidão na África, Caribe e Brasil

5 de outubro de 2015

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Jacques Le Goff, no texto “Documento/Monumento”, lembra que a palavra latina monumentum remete à meminí (memória) e monere (fazer recordar). Assim, monumentum é um sinal do passado. É tudo aquilo que pode evocar o passado, perpetuar a recordação: uma obra comemorativa de arquitetura ou de escultura, um monumento funerário ou um documento escrito. Trata-se de um legado à memória coletiva que detêm o poder de perpetuar a recordação do passado.

Já a palavra latina documentum, derivada de docere (ensinar, daí o termo docente), evoluiu para o significado de “prova”. Mas ele está longe de ser imparcial, objetivo, inócuo. O documento resulta de uma produção/montagem, consciente ou inconsciente da história por uma determinada época e sociedade que o produziu; é um esforço das sociedades para impor, ao futuro, determinada imagem de si mesma. Documento é uma coisa que fica. É monumento.

Por outro lado, considerando o sentido lato desses termos, há diferenças significativas entre eles quanto a visibilidade e acessibilidade. Enquanto o documento está guardado nos arquivos e bibliotecas para uso (às vezes, exclusivo) dos especialistas, o monumento – entendido como construção – é visitado pela população, fotografado, tocado, reproduzido como souvenirs para turistas.

Enquanto construções, os monumentos são representações materiais que fortalecem uma determinada identidade social. Sendo, contudo, construções sociais, politicamente concebidos, os monumentos são portadores de ambiguidades: podem celebrar e glorificar o passado, ou contestar e denunciar esse mesmo passado.

À luz dessas reflexões, listamos abaixo 11 lugares de memória da escravidão que incluem monumentos erguidos, no presente, com essa finalidade e construções históricas que, no passado, serviram para comércio escravo destinado às colônias europeias. Localizados na África e no Caribe, esses lugares contam uma história trágica cujos desdobramentos ainda se fazem sentir.

Lugares de memória da escravidão na África

1. Benin: Forte de São João de Ajudá

Conhecido como Costa dos Escravos, o litoral de Benin foi local de um ativo comércio escravo praticado pelos portugueses a partir de 1472. Ali eles construíram, por volta de 1580, a feitoria de Ajudá (Uidá ou Ouidah) que, em 1721, foi reconstruída e nomeada Forte de São João Batista de Ajudá.

Por essa época, o tráfico de escravos era controlado por Francisco Félix de Souza (1754-1849), mulato brasileiro, nascido na Bahia, cuja fortuna e fama se tornaram lendárias e ainda hoje são lembradas pelos descendentes espalhados por Benin, Togo e Gana.

A região, então chamada de Daomé, tornou-se colônia francesa em 1892 mas o forte continuou sob controle português. Independente em 1960, quando passou a se chamar República Popular do Benin, o novo governo ordenou a invasão de Ajudá e a expulsão dos portugueses. Em 1965, foi feito o encerramento simbólico do forte e, pouco depois, suas dependências passaram a sediar o Museu Histórico de Ajudá.

Em 1995, foi inaugurada pela Unesco, em Ajudá, um memorial em lembrança à deportação de milhões de cativos para as colônias em todo o Atlântico. Saindo do centro de Ajudá, a Rota do Escravo traça a jornada dos escravos até o porto onde foi erguido o Portal do Não Retorno, local da última parada dos escravos, a última visão da África.

O portal, com cerca de 15 m de altura, tem, na parte superior do arco, figuras de homens nus, acorrentados, caminhando em direção ao mar. Ao lado do portal, esculturas em metal representam as famílias dos prisioneiros.

Compondo o memorial, uma escultura em madeira simboliza a célebre Árvore do Esquecimento, uma árvore considerada mágica em torno da qual os cativos eram obrigados a dar voltas (nove, os homens;  sete, as mulheres) para esquecer tudo – seus nomes, suas famílias e sua terra.

Forte de São João de Ajudá, atual Museu Histórico, Benin.

Forte de São João de Ajudá, atual Museu Histórico, Benin.

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Portal do Não Retorno, voltado para o oceano, a última parada dos escravos, Benin.

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A Árvore do Esquecimento, Benin

2. Gana: Castelo de São Jorge da Mina (Elmina)

Construído pelos portugueses em 1482, no golfo da Guiné, o Castelo de São Jorge da Mina ou simplesmente Elmina serviu de entreposto de escravos que ali eram embarcados para a América. Em 1637, o castelo foi tomado pelos holandeses que continuaram usando-o com a mesma finalidade até 1814 quando aboliu o comércio de escravos.

Em 1872, o forte passou para o controle britânico que o entregou ao governo de Gana na independência do país em 1957.

O Elmina foi declarado Patrimônio Mundial, pela Unesco, em 1979. Utilizado como prisão, foi Inteiramente restaurado pelo governo de Gana na década de 1990.

Castelo de São Jorge da Mina ou Elmina, Senegal.

Castelo de São Jorge da Mina ou Elmina, Senegal.

3. Senegal: Casa dos Escravos

Construída por volta de 1776, na ilha de Gorée, a 3 km da costa da cidade de Dakar, foi residência de Anne Pépin (1747-1837), mestiça de francês com senegalês, mulher rica e influente.

A casa foi usada para o tráfico de escravos que, através da porta sem retorno, eram embarcados para a América. Declarada Patrimônio Mundial, pela Unesco, em 1978, a casa foi restaurada e transformada em um museu que tem recebido milhares de visitantes, inclusive de líderes mundiais, entre eles, Nelson Mandela (1998), o Papa João Paulo II (2007) e Barak Obama (2013).

Casa dos Escravos vendo-se ao fundo a "porta sem retorno", Senegal.

Casa dos Escravos vendo-se ao fundo a “porta sem retorno”, Senegal.

4. Serra Leoa: Castelo da Ilha Bunce

Localizado em uma pequena ilha fluvial, o forte foi construído por ingleses por volta de 1670 para servir de entreposto de escravos que eram enviados para as colônias Carolina do Sul e Geórgia, no atual Estados Unidos.

O local foi alvo de muitos ataques de traficantes de diferentes origens: portugueses, afroportugueses, holandeses e franceses. Os escravos de Serra Leoa eram valorizados por suas habilidades no cultivo de arroz, que era praticado na costa ocidental africana.

Em 1807, com a abolição do tráfico de escravos pelo Parlamento britânico, a Ilha Bunce foi utilizada para outros fins: cultivo de algodão, entreposto comercial e serraria. Em 1840, a ilha foi abandonada e o castelo entrou em deterioração. Atualmente, o governo de Serra Leoa e instituições norte-americanas têm feito esforços para preservar a ilha e as ruínas do castelo.

Ruínas do castelo da ilha Bunce, Serra Leoa.

Ruínas do castelo da ilha Bunce, Serra Leoa.

5. Zanzibar (Tanzânia): Memorial da Escravidão

Zanzibar é uma paradisíaca ilha na costa da Tanzânia, na parte oriental da África, banhada pelo oceano Índico. Atualmente é rota do turismo de luxo dispondo de resorts magníficos em suas areias brancas e águas cristalinas. Mas por sete séculos, Zanzibar foi um importante entreposto de escravos controlado pelos muçulmanos que, desde o século XII, dominavam a ilha.

Os escravos eram capturados no interior do continente e, acorrentados, caminhavam mais de 1300 km até Cidade da Pedra, em Zanzibar. Eram vendidos principalmente para o Iêmen, Seychelles e Madagáscar. O comércio de escravos e marfim enriqueceu os comerciantes árabes do arquipélago.

Entre eles, destacou-se Hamed bin Mohammed bin Juma bin Rajab el Murjebi, mais conhecido como Tippu Tip (1837 – 1905) que chegou a ter mais de 10 mil escravos além de diversas plantações em Zanzibar. Sua casa foi um dos edifícios mais ricos da ilha; hoje, bastante danificada, está dividida em apartamentos onde moram muitas famílias.

Após o fim do comércio escravo, em 1873, no lugar do antigo mercado de escravos foi erguida a Catedral Anglicana. Em seu subsolo ainda estão as 15 celas onde ficavam amontoados 50 a 75 escravos aguardando o embarque. Duas delas são acessíveis aos turistas.

Em 1998, foi construído, do lado de fora da catedral, o Memorial da Escravidão. Trata-se de um fosso com cinco esculturas de escravos em seu interior. Eles estão acorrentados uns aos outros pelo pescoço. A corrente é original, usada no século XIX no comércio de escravos.

Em 2000, a Cidade de Pedra de Zanzibar foi declarada patrimônio mundial pela Unesco

Lugares de memória da escravidão no Caribe

6. Barbados: Estátua da Abolição ou de Bussa

A pequena ilha de Barbados, na América Central, era originalmente habitada por indígenas Arawak. Porém, quando da chegada dos espanhóis, em 1492, estava desabitada. Foi colônia inglesa entre 1627 e 1966, ano de sua independência política. Tabaco e algodão foram as primeiras culturas exploradas na colônia, substituídas, a partir de 1640, por cana de açúcar com mão de obra africana escravizada.

Em 1816, ocorreu uma violenta revolta escrava liderada pelo escravo de nome Bussa. Cerca de 400 escravos se levantaram incendiando fazendas e tomando as propriedades. Depois de três dias, os ingleses conseguiram sufocar a revolta. Cerca de 115 escravos foram executados e dezenas foram levados para outras ilhas.

Em 1834, a escravidão foi abolida no Império Britânico. Os ex-escravos, contudo, tiveram que indenizar seus antigos proprietários continuando a trabalhar por mais 4 anos, sem remuneração, em uma jornada de 45 horas semanais. Em 1838, finalmente, cerca de 70 mil barbadianos de ascendência africana comemoraram a liberdade.

A Estátua da Abolição celebra esse fato mas, o povo barbadiano deu outro significado ao monumento: refere-se a ele como Bussa, nome herói nacional.

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Estátua da Abolição ou Bussa, Barbados.

7. Curaçao: “Desenkadená” ou Estátua de Tula

Localizada no sul do mar das Caraíbas, ao largo da costa da Venezuela, a ilha foi habitada por tribos de caiquetios, da família Arawak que foram expulsos quando da ocupação espanhola no século XVI. Em 1621 começaram a chegar os holandeses e, em 1634, a ilha passou para o controle da Companhia Holandesa das Índias Ocidentais (WIC). A Companhia estava à procura de fontes de sal e encontrou boas salinas em Curaçao, Bonaire e na costa da Venezuela.

Após a perda do nordeste brasileiro, em 1654, cresceu a importância de Curaçao. Para lá foram levadas mudas de cana de açúcar e, a partir de 1665, africanos escravizados tornando-se uma das ilhas mais prósperas do Caribe.

Em agosto de 1795, ocorreu a revolta escrava liderada pelo escravos Tula, Bazjan Karpata e Salika entre outros. Durante um mês, centenas de escravos organizaram guerrilhas contra holandeses até que Tula foi capturado e executado em outubro daquele ano.

No local do suplício, foi erguido, em 1998, o monumento Desenkadená (“Quebrando as correntes”) do escultor curaçoense Nel Simon. Para a população local é a Estátua de Tula, identificado como a figura central que golpeia as correntes dos outros dois líderes da maior rebelião escrava de Curaçao.

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Desenkadená ou Estátua de Tula, Curaçao.

8. Haiti: “Negro Marrom”

O Haiti foi palco da maior revolta escrava da América. Sob controle da França desde 1697, com o nome de São Domingos, era uma rica colônia produtora de cana de açúcar com mão de obra escrava.

A partir de 1791, ocorreram uma série de revoltas inspiradas pela Revolução Francesa e que culminaram com a tomada do poder pelos ex-escravos num episódio que chocou a Europa e os senhores brancos da América. Em 1804, foi conquistada a independência e adotado o nome de República do Haiti. Mas o mundo virou as costas à “república de negros”.

O monumento Negro Marrom (“Neg Mawon”, em crioulo haitiano), muitas vezes chamado de Escravo desconhecido foi criado pelo escultor haitiano Albert Mangones em 1969, por encomenda do governo Duvalier, em comemoração à revolta escrava e independência do país. A figura usa uma concha como trombeta para convocar os negros à luta. A perna esquerda estendida tem correntes quebradas e a mão direita segura um facão.

A escultura foi colocada na avenida “Champ de Mars”, na capital Port-au-Prince, com o palácio presidencial ao fundo. A foto é anterior ao grande terremoto de 2010 que devastou o país e destruiu o palácio. A escultura, contudo, não foi afetada.

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Negro Marrom, Haiti.

9. Jamaica:  “Canção da Redenção”

A Jamaica é a terceira maior ilha das Grandes Antilhas, no mar do Caribe.  O nome do país vem de Xamayca, “terra de madeira e água”, palavra de origem Arawak, língua dos primeiros habitantes. Dominados pelos espanhóis a partir de 1494, os arawaks foram escravizados e rapidamente exterminados.

Atacada e saqueada por piratas franceses e ingleses acabou por se tornar colônia britânica em 1670. Os ingleses incrementaram o tráfico de escravos para as plantações canavieiras da ilha. A revolução haitiana (1791-1804) deu vantagem à Jamaica que se tornou o maior exportador mundial de açúcar, em 1810. Por essa época, a população de escravos chegava a 350 mil pessoas em uma proporção de 20 negros para cada branco.

A abolição do tráfico negreiro pela Inglaterra, em 1807, levou os proprietários a maior vigilância e controle contra as fugas de escravos. Aumentaram as revoltas escravas, a maior delas em dezembro de 1831 que matou cerca de 60.000 escravos além de incalculáveis perdas materiais. A grande revolta de 1831 fortaleceu o movimento abolicionista contribuindo para o fim da escravidão em todo Império Britânico em 1834.

O monumento Canção da Redenção, da artista jamaicana Laura Facey, mostra um casal negro nu, em bronze, 3 m de altura, olhando para o alto representando sua ascensão triunfal aos horrores da escravidão. A base da escultura é uma fonte cuja água brota do centro e cai suavemente sobre a superfície curva. A artista afirma ter-se inspirado nas palavras do herói nacional Marcus Garvey – “ninguém, somente nós mesmos podemos libertar nossas mentes” – presentes, também, na letra de Redemption Song, de Bob Marley, famoso cantor reggae da Jamaica.

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Canção da Redenção, Jamaica.

10. Martinica: “Cap 110 Memória e Fraternidade”

A ocupação francesa em 1635 e a entrada maciça de escravos a partir de 1670 acabou por exterminar a população nativa de Arawak da ilha. Nos três séculos seguintes (XVII ao XX), o cultivo de cana-de-açúcar foi predominante e, por longo tempo, feito com mão de obra escrava africana.

No início do século XIX, a população escrava era maioria chegando a representar 60% do total de habitantes na ilha. O restante, estava distribuído em 32% de libertos e 8% de brancos. Com a abolição da escravidão, em 1848, os grandes fazendeiros passaram a importar mão de obra da Índia (Madras e Calcutá) e China (Xangai e Cantão).

O memorial Cap 110 Memória e Fraternidade, do escultor martinicano Laurent Valére, foi esculpido em 1998 em comemoração ao 150º aniversário da abolição. Lembra um episódio trágico ocorrido na noite de 9 de abril de 1830, quando um navio transportando ilegalmente africanos escravizados naufragou na costa rochosa da ilha. No dia seguinte, foram encontrados, entre os destroços, os corpos de 46 negros. Nunca se soube o número exato de mortos e sequer o nome do navio e de seu comandante.

O memorial foi instalado no local onde ocorreu o naufrágio, em Anse Cafard.  Composto por 20 figuras grandes, com 2,5 m de altura, elas têm os ombros curvados e cabeças inclinadas, e olham para o mar em direção ao Golfo da Guiné, de onde possivelmente, vieram as vítimas do naufrágio. O conjunto tem a forma triangular representando o comércio triangular realizado pelos colonizadores. A cor branca marca o luto que, na África Ocidental, era simbolizado pela cor branca.

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Cap 110 Memória e Fraternidade, Martinica.

11. Granada: Parque submarino na Baía de Moilinere

País insular caribenho ao norte da costa da Venezuela, foi ocupado pelos franceses entre 1650 e 1762 que ali desenvolveram o cultivo de cana de açúcar com mão de obra escrava africana. A colônia foi disputada pelos ingleses passando definitivamente para a coroa britânica em 1783, pelo Tratado de Versalhes.

Em 1795 ocorreu a rebelião de escravos liderada pelo mestiço Julie Fedon, um martinicano filho de francês com uma escrava. Influenciado pelas ideias iluministas e pela revolução haitiana, Julie Fedon proclamou o fim da escravidão e a conversão dos escravos em cidadãos. Ordenou a expulsão dos ingleses e entregou o governo da colônia à França. Os britânicos reagiram e no final de 1796, conseguiram sufocar a revolta escrava matando cerca de 7000 escravos. Julie Fedon não foi capturado e nunca se soube do seu destino.

Pouco anos depois, em 1807, o Parlamento britânico decretou o fim do tráfico negreiro. A perseguição da marinha britânica aos navios negreiros foi dramática aos escravos que estavam a bordo: o capitão ordenava que fossem atirados ao mar para não ter o navio apreendido.

Em lembrança a tragédia de milhares de africanos afogados, o escultor britânico Jason de Caires Taylor criou, em 2006, o Parque submarino na Baía de Moilinere, em Granada. São mais de sessenta esculturas individuais, feitas de concreto, fixadas no leito do oceano e cobrindo uma área de mais de 800 metros quadrados. Uma das mais conhecidas é o grupo de 26 crianças em pé, segurando as mãos, e voltadas para fora da roda.

Círculo de crianças, Parque Submarino na Baía de Moilinere, Granada.

Círculo de crianças, Parque Submarino na Baía de Moilinere, Granada.

12. Rio de Janeiro, Brasil: Cais do Valongo

Descoberto em 2011, durante as obras na zona portuária do Rio de  Janeiro,  trata-se do único vestígio material conhecido de desembarque dos africanos escravizados nas Américas. Foram descobertos dois ancoradouros – Valongo e Imperatriz -, um sobre o outro e, junto a eles, uma grande quantidade de amuletos e objetos de culto originários do Congo, Angola e Moçambique.

Construído em 1811, o Valongo foi local de desembarque e comércio de escravizados africanos até 1831 quando foi proibido o tráfico transatlântico de escravos. Durante os vinte anos de sua operação, estima-se que ali desembarcaram entre 500 mil e 1 milhão de escravizados.

O sítio arqueológico Cais do Valongo foi declarado patrimônio da humanidade da Unesco, em 2017.

Cais do Valongo

Cais do Valongo, Rio de Janeiro, considerado o maior porto de escravizados das Américas do século XIX.

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Luiz Gustavo Santos Cota
Luiz Gustavo Santos Cota
3 anos atrás

Penso que faltam na lista pelo menos dois outros lugares de memória da escravidão, localizados no Brasil: o Cais do Valongo e o Cemitério dos Pretos Novos, ambos no Rio de Janeiro. No entanto, são apenas dois de uma série de 100 lugares de memória da escravidão que foram catalogados pelo projeto “Inventário dos Lugares de Memória do Tráfico Atlântico de Escravos e da História dos Africanos Escravizados no Brasil”, coordenado pelo Laboratório de História Oral e Imagem (LABHOI) da Universidade Federal Fluminense, em parceria com o Comitê Científico Internacional do Projeto da UNESCO “Rota do Escravo: Resistência, Herança e… Read more »

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